21 jul 2019

Venezuela: consumo de frango e ovos cai, respectivamente, 76% e 80%

Mirada del sector agropecuario de Venezuela en este 2018 por el USDA Venezuela


AUTOR(ES)

María de los Angeles Gutiérrez

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

O consumo de proteínas caiu em níveis catastróficos na Venezuela: – 76% para a carne de frango e – 80% para ovos. A informação foi divulgada por Aquiles Hopkins, presidente da Fedeagro (Confederação de Associações de Produtores Agropecuários).

O presidente da Fedeagro, Aquiles Hopkins, realizou um balanço do consumo de proteínas pela população venezuelana nos últimos doze meses, qualificando-a como catastrófica.

O balanço foi apresentado durante a 75° Assembleia Anual da Fedecámaras, quando Hopkins alertou que a produção da Venezuela sofreu uma queda contínua durante 12 anos. Para Hopkins, a produção continuará caindo este ano, considerando que nada foi feito para reverter esta situação.

 

Segundo o dirigente, o setor era responsável por 70% do consumo venezuelano de alimentos, no entanto, hoje supre apenas 20% do consumo do país.

 

Aquiles Hopkins apontou também que todos os alimentos sofreram queda no consumo per capita, sendo dramático para o caso das proteínas. Como exemplo, ele citou que o consumo médio de frango, que era de 42 quilos por habitante ao ano, hoje se encontra em 10 quilos por pessoa anualmente. Os últimos números sobre o consumo de carne bovina são de 7 quilos, ante os mais de 24 quilos per capita anuais. A crise do setor avícola da Venezuela foi abordada pela aviNews Latam

 

Hopkins acrescentou que hoje o consumo de ovos é de meno de 300.000 caixas mensais, sendo que antes o consumo desta proteína superava 1,5 milhões de caixas mensais, ou seja, uma queda de aproximadamente 80%.

Enfatizou ainda que os níveis produtivos do âmbito agrícola retrocederam em várias décadas. Segundo Hopkins, a produção atual de milho é semelhante à de 1970.

 

Em números, explicou que, para a próxima safra agrícola, a superfície de milho semeada não chegará a 120.000 hectares, ou seja, menos de 25% dos 650.000 hetares possíveis. o dirigente acrescentou que outros cultivos encontram-se em situação parecida: arroz, cana de açúcar, hortaliças, batatas etc.

 

Para Aquiles Hopkins, a única maneira de conter a fome na Venezuela seria o Estado poder importar o que não está sendo produzido.

 

Em sua opinião, a crise do campo na Venezuela é resultado de um conjunto de fatores, entre os quais destacou a escassez de insumos como sementes e fertilizantes, insegurança jurídica e pessoal, crise eléctrica e falta de combustível, agregado ao monopólio do estado venezuelano.

O presidente da Fedeagro concluiu destacando que o papel do estado venezuelano não é assumir protagonismo na produção agrícola porque não domina esta área. Em sua opinião, deveria proporcionar condições e criar políticas para que o setor privado consiga trabalhar.

Fonte: Com informação da Fedeagro, retiradas do site http://www.2001.com.ve




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