15 jun 2021

Coccidiose: A Vacinação como alternativa no controle, mais solução mais confiança

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AUTOR(ES)

Gustavo Schaefer

Gerente Técnico Nacional Biovet Vaxxinova

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A primeira vacina viva de Eimeria, para prevenção da Coccidiose aviária no mundo, foi disponibilizada a partir de 1952 nos Estados Unidos.

Porém, sua utilização em larga escala teve início somente na década de 1980, acompanhando o movimento internacional de restrição de uso de antibióticos promotores de crescimento e anticoccidianos na cadeia de produção de proteína animal.

Desde então, a vacinação de reprodutoras, poedeiras comerciais e frangos de corte visando ao controle da coccidiose vem ocupando, gradativamente, maior espaço na indústria avícola.

Marca do Laboratório Vaxxinova, a Bio-Coccivet R é a primeira vacina contra coccidiose aviária atenuada:

produzida em território nacional,

com cepas de elevado poder imunológico,

ampla antigenicidade e

em conformidade com o conceito de rastreabilidade, indispensável para a produção de proteína animal destinada ao consumo humano.

Além disso, foi o primeiro laboratório de saúde animal a produzir vacinas contra coccidiose aviária, por meio do uso de marcadores moleculares do tipo microssatélites, em um trabalho conduzido com especialistas da Universidade de São Paulo (USP).

 

Essa tecnologia inovadora proporciona :

fácil diferenciação das cepas vacinais, das de campo virulentas,

garantias quanto à identidade, pureza, segurança e eficácia da vacina.

 

A Bio-Coccivet R também foi a primeira vacina comercial, em 2005, a empregar a tecnologia do PCR Multiplex na detecção e identificação simultânea das sete reconhecidas espécies de Eimerias aviárias.

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Essa prestação de serviços está disponível aos clientes, e a análise acontece num processo único, rápido e preciso, que faz parte da rotina do controle de qualidade do Centro Técnico de Reprodução de Eimerias do laboratório.

TRÊS ANOS DE PESQUISAS

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Marcelo Zuanaze (Diretor Técnico Global Vaxxinova)

O desenvolvimento da vacina Bio-Coccivet R incluiu, por exemplo:

a coleta de amostras de fezes de lotes de aves com múltiplas idades,

em granjas localizadas nos principais Estados do Brasil,

escolhidas pela grande produção avícola delas.

 

As cepas constituintes da vacina foram selecionadas no processo de acordo com:

sua rápida ação protetora,

capacidade imunogênica e

amplo espectro de proteção frente aos outros isolados.

 

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Esse trabalho foi realizado individualmente para cada espécie, sendo selecionadas sete espécies de Eimerias aviárias que compõem o produto:

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ASSOCIAÇÃO E APLICAÇÃO

A formulação da vacina foi desenvolvida em um diluente estéril compatível com a associação de outras vacinas virais vivas, comumente utilizadas na primeira semana de vida das matrizes.

Isso não agrega manejo algum à prática já realizada no campo e a aplicação ocular assegura uma vacinação mais uniforme (quando comparada às vias massais). Portanto, o lote vacinado pela via ocular terá uma proteção homogênea em uma idade mais precoce.

A Bio-Coccivet R também pode ser aplicada via spray no incubatório, seguindo as Boas Práticas de Vacinação, onde também é importante assegurar qualidade no processo, principalmente quando se refere à uniformidade de aplicação das aves vacinadas.

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Por meio de inúmeras inovações — na composição, na formulação, na aplicação e na rastreabilidade —, a tecnologia desenvolvida e empregada na Bio-Coccivet R propicia adequado manejo e assegura completa imunização aos plantéis comerciais contra a coccidiose.

Isso significa:

Maior efetividade, devido ao uso de cepas imunogênicas;

Formulação que permite associação com vacinas virais vivas (Gumboro, Newcastle, bronquite, reovírus) em um único frasco e dose;

Vacinação uniforme obtida pela forma diferenciada de aplicação, por via individual (gota ocular) ou massal;

Proteção imunitária rápida, completa e de longa duração contra a coccidiose;

 

 

Uso de cepas atenuadas por precocidade, que induz uma significativa melhora na uniformidade e na produtividade durante todo o período de vida dos plantéis;

Rastreabilidade (monitoramento), que, por meio de uma “impressão DNA digital” das cepas de Eimeria vacinais, permite verificar exatamente o que acontece no campo.

Atualmente, são raros os lotes de reprodutoras que não utilizam a vacinação em substituição ao manejo convencional de fármacos.

O constante desenvolvimento e aprimoramento do manejo vacinal para coccidiose em reprodutoras tem permitido que os resultados zooeconômicos.

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BIO-COCCIVET

Gustavo Schaefer (Gerente Técnico Naconal- Vaxxinova)

E foi com toda essa estrutura e expertise que anos depois, em 2008, o Vaxxinova lançou a vacina de coccidiose voltada para o mercado de frangos de corte, a Bio-Coccivet.

Nem todas as vacinas de Coccidiose disponíveis para uso em matrizes e frangos de corte são iguais.

Na verdade, cada fabricante tem sua própria formulação, algumas podendo conter amostras menos atenuadas que outras. Adotá-las, implica não usar mais drogas anticoccidianas em lotes vacinados.

Durante as reciclagens das Eimerias, ou seja, um novo ciclo que uma Eimeria realiza no organismo da ave, desde a ingestão por via oral de oocistos esporulados, até a excreção na fezes de oocistos não esporulados, nas quais não se tem o controle da quantidade de oocistos ingeridos pelas aves na cama, a própria vacina (a depender do grau ou do baixo grau de atenuação dela) poderia desencadear a doença clínica ou uma reação vacinal severa, abrindo as portas para a entrada de problemas entéricos secundários, como a enterite necrótica (Clostridium perfringens).

A vacina Bio-Coccivet para uso em frangos, produzida pelo Laboratório Vaxxinova, é uma das poucas vacinas atenuadas disponíveis no mercado mundial, que contêm cinco espécies de coccidia aviária:

E. acervulina,

E. praecox,

E. maxima (3 cepas),

E. tenella

E. mitis;

 

E a única que contém três cepas de E. máxima, extremamente eficientes e abrangentes na proteção contra as cepas de E. maxima virulentas presentes no campo.

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No uso em campo, em frangos de corte no Brasil, observa-se uma melhoria da qualidade intestinal, redução significativa no uso terapêutico de antimicrobianos voltados para o tratamento da Coccidiose clínica e enterites, em relação aos programas convencionais de controle e prevenção da Coccidiose.

RESPOSTA IMUNE

Sandra Fernandez (Diretora Global Programa de Coccidiose)

A resposta imune da Bio-Coccivet inicia-se no momento de aplicação da vacina, mediante a exposição controlada de oocistos esporulados vacinais.

Uma vez acessando o trato entérico, os oocistos vacinais se rompem, dando início às diferentes fases do ciclo de vida da Eimeria (esporozoítos, merozoítos 1 e 2 e gametócitos), mimetizando uma infecção por uma Eimeria selvagem (de campo), porém, sem capacidade de causar efeito deletério na ave.

Além da proteção gerada na ave ser espécie-específica para cada Eimeria, cada fase do ciclo de vida também gera uma especificidade de ação do sistema imune.

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A principal forma de imunidade envolvida nessa proteção é a celular, realizada principalmente por células “T” residentes no tecido linfoide associado ao intestino (GALT).

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Fabio Vieira (Assistente
Técnico Sul Vaxxinova)

Isso garante uma imunidade precoce, desde os primeiros dias de vida, que, somada às reciclagens (ingestão de oocistos vacinais na cama) de campo, garante um reforço na imunidade (efeito booster) e assegura a proteção por toda a vida produtiva das aves.

 

No campo, as aves imunizadas com Bio-Coccivet não necessitam de nenhum tipo de manejo especial ou diferenciado dos lotes convencionais.

Deve-se garantir apenas que as rações destinadas à alimentação das aves vacinadas não contenham em sua composição agentes anticoccidianos, agentes estes capazes de comprometer de forma significativa o desenvolvimento da imunidade.

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ESFRIANDO O GALPÃO

Outro ponto crucial é que a vacina pode ser utilizada de maneira continua, lote após lote, por tempo indeterminado, ou seja, não existe uma “data de validade” do programa vacinal para os desafios de campo.

Ao administrar a vacina pela via ocular ou spray, as aves vacinadas, de acordo com os períodos “pré” patentes de cada espécie de Eimeria, eliminam, por meio das fezes, oocistos vacinais na cama do galpão.

Esses oocistos passam a colonizar e substituir, pouco a pouco, os oocistos patogênicos de campo por oocistos atenuados (“esfriam o galpão”).

Isso implica em uma ampla disseminação e colonização dos oocistos vacinais no campo, potencializando o resultado lote a lote.

A vacinação não induz resistência, seu mecanismo de ação permite:

a reutilização de cama de um lote para outro e

promove a restauração da sensibilidade das eimérias aos programas de controle comumente utilizados (químicos e ionóforos).

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coccidiose BENEFÍCIOS DA VACINAÇÃO

 

coccidiose Dose única e de fácil aplicação;

coccidiose Induz resposta imune nos primeiros dias após a aplicação;

coccidiose Efetividade sem problema de resistência no campo;

coccidiose Não interfere com a resposta imune de outras vacinas;

coccidiose Lotes mais sadios e uniformes;

coccidiose Revitaliza a sensibilidade das eimérias às drogas;

coccidiose Elimina o uso dos anticoccidianos na fábrica de ração;

coccidiose Alimento mais seguro ao consumidor;

coccidiose Não deixa resíduos na carne.

 

 

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Mauro Prata (Gerente Regional
de Vendas-Vaxxinova)

Na atual realidade que vivemos na avicultura, em que o custo de produção, principalmente relacionado aos preços do milho e da soja, estão extremamente elevados, a imunização dos planteis de frangos de corte com vacinas de Coccidiose atenuadas, têm se demonstrado um melhor retorno sobre o investimento.

A Proteção das aves contra a doença clínica, a redução das perdas relacionadas aos problemas entéricos, a ausência de resíduos na carcaça permite maior flexibilidade e ajustes no arraçoamento das aves no período final de ganho de peso das aves (maior consumo).

Antecipar o uso de rações de fase finais sem a presença de anticoccidianos pode ser observado como uma alternativa de melhor viabilidade econômica na produção de frangos de corte.

 

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Rodrigo Pedralli (Gerente
de Produto Vaxxinova)

Referências no mercado avícola, Bio-Coccivet R e a Bio-Coccivet demonstram:

o compromisso do Vaxxinova de sempre ir além da fabricação de produtos biológicos de qualidade superior.

Além disso, a empresa conta com uma equipe experiente no assunto, que acompanha todo o processo de implantação da vacina, bem como realiza o acompanhamento frequente dos processos de vacinação e desempenhos dos lotes a campo, trazendo maior facilidade e segurança ao consumidor.

Assim, as vacinas têm representado continuamente a importância que o Vaxxinova atribui tanto ao controle de qualidade, quanto à proximidade na prestação de serviços  aos clientes, um modelo de trabalho que preconiza o diálogo e o relacionamento com as empresas parceiras.

Isso agrega valor à cadeia produtiva por meio da difusão de tecnologia e dos conhecimentos voltados à área de sanidade avícola.

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