22 fev 2019

USDA: Produção de frango do Brasil deve crescer 1,8% em 2019

Carne de pollo brasileña registra alza de 10,8% en ventas acumuladas 2019


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

Segundo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a produção de carne de frango brasileira deve crescer 1,8% em 2019, chegando às 13,6 milhões de toneladas. A projeção do órgão norte-americano é pouco mais otimista que as projeções divulgadas pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) no final de 2018: crescimento de 1,39% – 13,2 milhões de toneladas.

Apesar de serem mais otimistas que as expectativas da ABPA, as 13,6 milhões de toneladas projetadas pelo USDA em seu relatório de 13/2 representam uma redução na produção anteriormente projetada pelo órgão de 13,9 milhões de toneladas. Segundo o USDA, a movimentação dos produtores brasileiros para ajuste do mercado interno foi um dos pontos considerados para a redução dessa expectativa.

“A previsão mais baixa também reflete preocupações de exportadores com restrições nos mercados tradicionais de importação, principalmente da Arábia Saudita e da União Européia”, destaca ainda o relatório do USDA.

Por outro lado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos aposta que o crescimento econômico brasileiro estimado para 2019, de 2,5%,  e o controle da taxa de inflação poderão estimular a recuperação da demanda interna por carne de frango. A projeção do USDA é de um crescimento d2 2% da demanda doméstica brasileira por carne de frango.

O órgão também aponta expectativas de menores aumentos dos custos de produção em 2019 comparado ao de 2018, quando o Brasil enfrentou o segundo maior custo de produção já registrado. O USDA lembra que durante 2018 o custo de produção de carne de frango no Brasil aumentou cerca de 15%, tendo como principal causa o aumento de quase 12% nos custos da nutrição, seguido pelo aumento no custo de pintos de um dia.

Em 2018, as perspectivas para a carne de frango brasileira, segundo o relatório do USDA, foram rebaixadas tanto para produção, como exportação e consumo interno. O relatório resgata as diversas dificuldades enfrentadas pelo setor durante o ano de 2018 como a “inesperada greve nacional de caminhoneiros” que gerou prejuízos estimados em US $ 1 bilhão.

O órgão norte-americano também cita as restrições às exportações brasileiras de carne de frango para a China (medidas antidumping), União Européia (proibição de importações de grandes frigoríficos no Brasil devido a fraudes em testes de laboratório) e Arábia Saudita. Segundo o USDA, tais fatores “causaram uma grande queda nas exportações de frango pela primeira vez em décadas“.

Exportações 2019

Apesar de revisar para baixo a previsão de produção brasileira de carne de frango para 2019, o USDA aponta que as exportações deverão crescer cerca de 1,3 %. O pequeno aumento nas exportações de carne de frango, segundo o Departamento, deve-se, principalmente, aos maiores embarques projetados para novos mercados como Coreia do Sul, Chile e México, além da maior demanda por carne de frango por parte da China.

A menor volatilidade esperada da taxa de câmbio prevista para 2019 também contribui, segundo o USDA, para tornar o produto brasileiro mais competitivo no mercado mundial.

China/Hong Kong – Fontes ligadas à indústria avícola brasileira projetam a continuação das expansão das exportações para a China em 2019. O otimismo se deve ao aumento do número plantas aprovadas para exportar para a China e o último acordo para a disputa antidumping com a China, que começou a vigorar em 19 de fevereiro último, em que se estabelece um preço mínimo para todas as exportações de carne de frango para a China.

“Traders locais estão otimistas sobre uma recuperação nas importações de Hong Kong, principalmente de asas de frango”, aponta o relatório.

Arábia Saudita – As previsões para o comércio com a Arábia Saudita não são boas.  Em 2019, a expectativa é de que o Brasil deixe de exportar entre 65 mil e 75 mil toneladas de carne de frango para a Arábia Saudita. As repetidas investidas do mercado árabe contra o produto brasileiro, como na questão do atordoamento de aves e a desabilitação de exportadores, seriam parte de um plano estratégico do governo da Arábia Saudita para reduzir sua dependência de carne de frango importada, com medidas para proteger a indústria local.

Em 2018, as exportações brasileiras de carne de frango para a Arábia Saudita caíram 17%.

Mercados do Oriente Médio – Há rumores no Brasil que ligam a redução do número de plantas brasileiras habilitadas a exportar carne de frango para a Arábia Saudita à intenção do governo brasileiro de transferir sua embaixada em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém. Segundo o relatório do USDA, a expectativa é de que a iniciativa também afete outros importadores de proteína animal brasileira do Oriente Médio.

“Atualmente, essa é a grande preocupação dos exportadores de frango brasileiros que estão fazendo lobby para que o governo brasileiro acabe com a mudança na embaixada, que fez parte da campanha presidencial de 2018 pelo atual governo”, aponta o USDA. “A União das Câmaras de Comércio Árabes se manifestou contra essa ideia, o que poderia ser um grande obstáculo para os exportadores de frango para os mercados do Oriente Médio”, completa.

União Europeia – A União Eropeia continua a restringir a importação de carne de frango brasileira devido a denúncias de fraudes laboratoriais relacionadas a riscos de salmonela no produto brasileiro. O bloco mantém a suspensão de 20 plantas processadoras brasileiras, afetando a maioria dos tradicionais e grandes produtores brasileiros.

Exportações 2018

Em 2018, o Brasil exportou carne de frango para 163 países, 15% acima do ano anterior. As exportações estão concentradas em 10 grandes mercados, que representam quase 70% de todas as exportações.

O volume total exportado em 2018, incluindo as categorias não cobertas pelos dados do USDA, diminuiu 5,2% para pouco mais de 4 milhões de toneladas.

A carne de frango in natura foi responsável por 68% de todas as exportações, seguida por partes de frango, com 28%. A carne de frango processada, com 2,5 %, e a carne de frango salgada, com 2,4 %, representaram as exportações restantes de carne de frango – dados do USDA.

O maior índice de queda nas exportações de carne de frango em 2018, em comparação com o ano anterior (34% menos), se deu na carne de frango de alta qualidade (31% menos) e carne de frango inteiro (11% menos).

As receitas totais das exportações brasileiras em 2018 alcançaram quase US $ 6,5 bilhões, uma queda de 4,2% em relação ao ano anterior.



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