12 ago 2017

UE: Aumenta número de países afetados por ovos contaminados

ovos contaminados segurança alimentar na produção de ovos


Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

A União Europeia realizará uma reunião extraordinária em Bruxelas, no final do próximo mês, sobre o crescente escândalo de ovos contaminados por inseticida, que já se espalham por 17 países. Os países afetados pela contaminação dos ovos com o pesticida fipronil pertencentes à União Europeia (UE) se reunirão em Bruxelas para buscar uma solução para a delicada circunstância.

Milhões de ovos foram destruídos, ou retirados das gôndolas dos supermercados desde 20 de julho, quando se tornou público que o pesticida Fipronil, perigoso para a saúde humana, foi mesclado a outro tratamento pulverizado em frangos para combater carrapatos, pulgas e piolhos, conhecido como Dega 16.

Quase todas as provas de laboratório demonstram níveis muito baixos de Fipronil – sete a dez vezes mais baixos que os máximos permitidos – nos ovos das poedeiras tratadas, ainda que uma prova, na Bélgica, estivesse acima do limite europeu. O envenenamento por doses pequenas tem poucos efeitos e requer um tratamento leve. A exposição considerável e prolongada pode prejudicar os rins e o fígado, ou causar convulsões.

O escândalo tem provocado grandes consequências políticas entre os países vizinhos – Bélgica, Holanda e Alemanha – discutindo sobre quem tem a culpa, quem sabia o que e quando.

Os produtores avícolas destes países são os mais afetados e estão culpando a indústria química por comprometer seu negócio e expor os consumidores ao perigo.

A Comissão Executiva da UE informou na sexta-feira (11/8), que foram encontrado ovos contaminados em produtores de quatro países: Bélgica, França, Alemanha e Holanda.
Os ovos ou ovoprodutos desses produtores chegaram a Áustria, Grã Bretanha, Dinamarca, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Polônia, Romênia, Eslovênia, Eslováquia e Suécia, assim como à Suíça e Hong Kong fora da UE.

A Comissão Europeia anunciou que prevê uma audiência entre os ministros da UE e as agências de segurança alimentar interessadas em 26 de setembro.

“O objetivo é tirar as lições pertinentes e discutir formas de melhorar continuamente a eficácia do sistema da UE para fazer frente à fraude alimentar”, explicou a porta-voz da Comissão Europeia, Mina Andreeva. “A prioridade da UE é gerir a situação, continuar coordenando e tranquilizar nossos cidadãos”, acrescentou. 

Na França, o ministro de Agricultura, Stéphane Travert, disse que as provas sobre ovos importados contaminados com pesticidas não demonstram nenhum risco para a saúde pública.

O ministro Travert disse na rádio RMC que cerca de 244 mil ovos importados da Holanda e Bélgica e vendidos na França foram afetados. Também indicou que os resultados das provas recebidas da agência francesa de segurança alimentar sobre os ovos afetados e produtos de ovo demonstraram que “o nível de contaminação não apresenta risco para o consumidor”.
A França também confirmou que se descobriu que uma granja da região Nord-Pas de Calais havia utilizado Fipronil e agora está proibida de vender ovos.

O Ministério da Agricultura disse que a granja francesa informou em 28 de julho, à medida que o escândalo crescia, que Dega 16 havia sido utilizado na granja por uma terceirizada belga. O Ministério afirma que não não houve venda dos ovos em questão –AP.

As autoridades dinamarquesas de segurança alimentar disseram que nos últimos meses foram vendidas 20 toneladas de ovos cozidos e descascados vinculados ao escândalo do pesticida a um distribuidor na Dinamarca, que por sua vez os vendeu a cantinas, cafeterias e empresas de alimentação coletiva do país.
A agência disse na quinta-feira (10/8) que o distribuidor dinamarquês, Danaeg Products, recebeu a ordem de retirar os ovos porque “o conteúdo é ilegal”, porém, “não perigoso”.
“Os fatos precisam ser investigados rápida e completamente”, afirmou ontem (11/8) a porta-voz do Ministério da Agricultura alemão, Jennifer Reinhard. Destacou também que existem sistemas de alerta rápido que deveriam ser utilizados se os consumidores estão em risco.

“Não deve haver compromissos quando se trata de segurança alimentar”, enfatizou Reinhard. “A informação deve ser compartilhada sem demora entre os estados membros da UE”, assinalou.

Na Polônia, Jan Bondar, porta-voz da Inspeção Geral de Sanidade, disse que aproximadamente 40 mil ovos potencialmente contaminados foram importados, porém, não foram vendido aos consumidores.

Ele disse que os ovos provenientes da Holanda foram entregues por uma empresa alemã. Não se confirmou a contaminação, porém, vieram de granjas onde se encontraram ovos contaminados. Adicionalmente, disse que os ovos seriam destruídos ou devolvidos ao produtor.

No Reino Unido a preocupação com os ovos cresce à medida que os supermercados retiram o produto das prateleiras. Quatro supermercados retiraram o produto de suas gôndolas assim que o FSA informou que 700 mil ovos das granjas holandesas implicadas no escândalo de contaminação haviam sido distribuídos na Grã Bretanha.

A Agência de Normas Alimentares (FSA – sigla em espanhol) disse que o número estimado de ovos contaminados que entraram no Reino Unido era muito superior aos 21 mil que foram supostos no princípio. Informou ainda que as saladas de ovo do Sainsbury, Morrisons e Asda, assim como os sanduíches da Morrisons e Waitrose haviam sido retirados. A FSA acrescentou também que, a partir de suas investigações sobre o incidente da contaminação com fipronil na Europa, que era muito improvável que os ovos representem um risco para a saúde pública.

A Agência Espanhola de Consumo, Segurança Alimentar e Nutrição (Aecosan), ligada ao Ministério da Saúde, assegurou hoje que até o momento não foram distribuídos na Espanha ovos contaminados pelo insecticida fipronil, como já encontrado em vários países europeus.

Na página da entidade na internet se comunica que “a partir de informações fornecidas pelas autoridades europeias, está confirmado que até o momento não se distribuiu produtos implicados na Espanha”.

A Comissão Europeia emitiu um comunicado no último dia 10/8 sobre sua posição em relação à situação que afeta a União Europeia. A Comissão Europeia está acompanhando de perto as últimas novidades sobre a descoberta de fipronil nos ovos. Para esta Comissão, a saúde pública e as questões relacionadas com a inocuidade dos alimentos sempre foram uma prioridade e são tratadas como tais. O Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (RASFF) é uma ferramenta destinada à troca rápida de informação entre as autoridades nacionais sobre os riscos para a saúde relacionados com os alimentos e rações. Um país membro da rede que identifica um perigo para a saúde informa ao resto da rede do sistema sobre o produto afetado e as medidas adotadas para fazer frente ao risco. Esta rápida troca de informação permite a todos os membros do RASFF comprovar em tempo real se também se vêem afetados e se é necessária uma ação urgente. As autoridades dos países afetados têm a responsabilidade de adotar as medidas de emergência necessárias, incluída a informação direta ao público, a retirada dos produtos do mercado e a realização de controles sobre o terreno. Os Estados membros têm a responsabilidade primordial de realizar as investigações e adotar as medidas. A Comissão adotou e segue adotando todas as medidas disponíveis para ajudá-los nesta tarefa.

Este cenário foi informado semana passada pelo aviNews, quando o escândalo afetava somente três países da União Europeia. Hoje há 17 países afetados pela contaminação de ovos com o pesticida Fipronil. Fato pelo qual se tornou eminente uma reunião extraordinária na UE para enfrentar o crescente escândalo, gerindo e coordenando a situação, garantindo a segurança alimentar dos consumidores.

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