20 dez 2017

TYLVAX ® PX contra cepas de campo do Mycoplasma gallisepticum em perus

pavos Mycoplasma gallisepticum

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

O objetivo do estudo foi avaliar a efetividade da Tylvax® Px contra cepas de campo do Mycoplasma gallisepticum em perus

RESUMO

Foram utilizados 1712 perus domésticos, de diferentes sexos e idades, pertencentes a uma granja positiva à infecção por Mycoplasma gallisepticum.

O grupo Tratamento (GT) foi composto por 1092 aves, distribuídas em três lotes de criação, os quais receberam tratamento com Tylvax® Px a uma dose de 100 g de tartarato de tilvalosina/ t de alimento.

O grupo controle positivo (GC) foi composto por 620 aves que receberam a terapia convencional empregada em granja com base em fumarato de tiamulina a uma dose de 166,52 g / t de alimento e clortetraciclina a uma dose de 2666,68 g / t de alimento.

Os tratamentos dos dois grupos foram administrados durante 10 dias consecutivos.

Desde o início do tratamento foram avaliados os sinais clínicos de cada animal diariamente, observando-se, principalmente, a apresentação de sinusite.

Ao finalizar o estudo, o GT conseguiu prevenir a apresentação da sinusite e sinais clínicos causados pelo Mycoplasma gallisepticum em 98,72% das aves, até os 30 dias pós-tratamento.

Por sua vez, o tratamento evitou que os sinais clínicos progredissem nos perus, como ocorreu no GC.

O tratamento com Tylvax® Px conseguiu controlar e/ou reduzir os sinais clínicos em perus com Doença Respiratória Crônica causada pela infecção por Mycoplasma gallisepticum

OBJETIVO GERAL

Avaliar a efetividade da fórmula comercial da Tylvax® Px, à base de tilvalosina em campo para o tratamento do Mycoplasma gallisepticum em perus.

ANTECEDENTES  & JUSTIFICAÇÃO

O Mycoplasma gallisepticum é o micoplasma patógeno de aves de produção economicamente mais importante, em termos produtivos, e se faz presente no mundo.

Afeta geralmente frangos e perus em produção intensiva (Charleston et al., 1998). O M. gallisepticum tem preferência pelo trato respiratório de aves de produção e silvestres (Islam et al., 2011); e é o agente causador do que se conhece como doença respiratória crônica em aves de corte e sinusite infecciosa em perus (Gharaibeh y Al-Rashdan, 2011).

Entre os sinais clínicos associados à infecção por Mycoplasma gallisepticum em aves de corte incluem-se:

Estertores respiratórios

  • Tosse
  • Espirros
  • Secreção nasal
  • Frequentemente Sinusite e respiração pela boca (Islam et al. 2011)
  • Sinusite infraorbital (caracteristicamente em perus) (Ley, 2008).

Diferentes grupos antimicrobianos foram utilizados para o tratamento do Mycoplasma gallisepticum em aves de corte, porém, sua eficácia tem se reduzido devido ao desenvolvimento de cepas do M. gallisepticum com distintos níveis de resistência a diferentes antimicrobianos como:

  • Tilosina
  • Eritromicina
  • Enrofloxacina
  • Ofloxacina
  • Espectinomicina
  • (Gautier-Bouchardon et al., 2002).

Assim, nos últimos anos houve um aumento no desenvolvimento de resistência antimicrobiana aos macrólidos como a tilosina e a eritromicina; em especial a este último (Gharaibeh y Al-Rashdan, 2011).

A tilvalosina é um macrólido efetivo no tratamento e prevenção da doença respiratória associada ao M. gallisepticum em frangos.

Uma sensibilidade elevada à tilvalosina foi demonstrada em diferentes cepas do M. gallisepticum, isoladas em faisões (Forrester et al., 2011) nos quais o quadro clínico causado pelo M. gallisepticum é muito similar ao observado em perus, caracterizado pela sinusite infecciosa (Gharaibeh y Al-Rashdan, 2011) (Ley, D. H., 2008), devido à sua predisposição anatômica (Icochea, comunicação pessoal).

Em áreas onde a infecção por Mycoplasma gallisepticum permanece endêmica, a terapia antimicrobiana supõe um fator importante no controle da micoplasmose aviária (Tanner et al., 1993), motivo pelo qual é importante buscar novas alternativas terapêuticas que ajudem a controlar o desenvolvimento de cepas resistentes, sendo uma alternativa a associação de antimicrobianos.

O presente estudo buscou avaliar a efetividade terapêutica de uma PIV com base em um novo antimicrobiano de eficácia comprovada contra cepas resistentes a outros antimicrobianos:

Tilvalosina,  para o controle do  M. gallisepticum  em perus.

MATERIAIS  & MÉTODOS

PROJETO EXPERIMENTAL:

O presente estudo de campo contemplou um projeto aleatório simples com controle positivo. Considerou-se como unidade experimental uma ave.

O grupo Tratamento (GT) foi composto por 1092 aves, entre fêmeas e machos, distribuídos em três lotes de produção, os quais receberam tratamento com Tylvax® Px a uma dose de 100 g de tartrato de tilvalosina/t de alimento, o que equivale a 2 kg de produto/ t de alimento.

O grupo controle positivo (GC) foi composto por 620 aves, entre fêmeas e machos, os quais receberam a terapia convencional empregada em granja com base em fumarato de tiamulina a uma dose de 166,52 g/t de alimento e clortetraciclina a uma dose de 2666,68 g/t de alimento; o que corresponde a uma dose de 4 kg do produto controle positivo/t de alimento.

SELEÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE ANIMAIS

Foram selecionados 1712 perus domésticos, de diferentes sexos e idades, pertencentes a uma granja positiva à infecção por Mycoplasma gallisepticum.

PRODUTO FARMACÊUTICO VETERINÁRIO EM PESQUISA (PFVI), PRODUTO CONTROLE

O PFVI foi o Tylvax® Px, apresentação que contém tartrato de tilvalosina 5 g/100 g. Apresentação para ser administrada via alimento.

O produto controle positivo foi um produto comercial que contém fumarato de tiamulina 4,163 g/100g e clortetraciclina 66,667 g/100 g.

Os produtos foram armazenados de acordo com as recomendações do respectivo fabricante.

TRATAMENTO

O tratamento foi iniciado no dia experimental “0” e administrado por dez dias consecutivos. Os tratamentos foram rotulados com uma codificação segundo o grupo experimental, como segue:

tratamiento pavos Mycoplasma gallisepticum

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA

O dia inicial do tratamento foi estabelecido como dia “0” e teve uma duração de 10 dias. Os animais foram observados diariamente até 30 dias pós-tratamento (dia experimental 39) com a finalidade de observar principalmente a aparição de sinusite.

Determinou-se a porcentagem de aves que desenvolveram sinais clínicos compatíveis com micoplasmose, segundo o descrito por (Forrester et al., 2011):

  • Presença de lacrimejamento
  • Conjuntivite
  • Depressião
  • Secreção nasal
  • Inflamação dos seios paranasais (sinusite)

As aves que apresentaram sinais clínicos de micoplasmose foram isoladas ou descartadas, segundo o manejo habitual da granja. Por sua vez, registrou-se a mortalidade.

MÉTODOS ESTATÍSTICOS

Empregou-se estatística descritiva e gráficos para apresentar os dados obtidos. Realizou-se a avaliação do tempo de aparição da sinusite, para isso foi feita uma análise de sobrevivência empregando curvas de Kaplan Meier

RESULTADOS

Realizou-se uma análise de sobrevivência para avaliar o efeito do tratamento na prevenção da aparição de sinais clínicos de micoplasmose e a mortalidade. Os animais iniciaram o estudo sem sinais clínicos evidentes de micoplasmose.

98,72% das aves do grupo tratado não apresentou sinusite e sinais clínicos compatíveis com Micoplasmose até finalizar o estudo, com uma diferença de -0,4% e 16% sobre o grupo controle ao final do tratamento (dia 10) e ao final do período de estudo (dia 30), respectivamente (Figura 1)

FIGURA 1. Análise de sobrevivência do efeito da Tylvax® Px na prevenção do quadro clínico de micoplasmose em perus, Lima 2014.

pavos Mycoplasma gallisepticum

Os principais sinais clínicos evidenciados durante o desenvolvimento do estudo foram a inflamação dos seios paranasais (sinusite) e lacrimejamento.

O tratamento à base de Tilvalosina é mais efetivo na prevenção de sinais clínicos de micoplasmose que o tratamento padrão (Tiamulina mais clortetraciclina), garantindo um maior período livre de sintomatologia pós-tratamento (30 dias).

Estes resultados são similares aos relatados em frangos, nos quais se evidenciou 95% de proteção (Stipkovits and Mockett 2007).

Por sua vez, o grupo que recebeu tratamento com Tylvax® Px apresentou um percentual de sobrevivência de 100% posterior ao tratamento (dia 10), e 99,8% ao finalizar o estudo (dia 39), com uma diferença de 3,1% e 5,5% sobre o grupo controle positivo, ao dia experimental 10 e 39, respectivamente (Figura 2).

FIGURA 2. Efeito da Tylvax® Px sobre a mortalidade em perus positivos ao M. gallisepticum, Lima 2014.

pavos Mycoplasma gallisepticum

Nenhum dos animais evidenciou sinais de algum tipo de reação adversa durante ou depois da suplementação do alimento com Tylvax® Px.

CONCLUSÕES

O tratamento com Tylvax® Px consegue prevenir a apresentação da sinusite e sinais clínicos causados pelo M. gallisepticum em 98,72% das aves, até os 30 dias pós-tratamento.

• O tratamento de aves com Tylvax® Px (tartrato de tilvalosina) é mais efetivo na prevenção da micoplasmose que o tratamento baseado na combinação de Tiamulina mais clortetraciclina, garantindo um maior período de proteção ao finalizar o tratamento.

• O tratamento com Tylvax® Px consegue prevenir a apresentação de sinusite e sinais clínicos causados pelo M. gallisepticum por um período de 30 dias pós-tratamento, com uma diferença de 16% sobre o grupo controle.

• O tratamento com Tylvax® Px melhora a sobrevivência das aves até 99,8%, sendo superior em 5,5% ao grupo controle.

agromax Mycoplasma gallisepticum

 




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DataProdutoValor
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