02 maio 2017

Tabelas Brasileiras ajudam a economizar com dieta de aves

alimentação inicial


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) lançou no último mês de março a quarta edição das Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos, que permite uma prescrição precisa de dietas, gerando economia com a ração animal. O material apresenta a composição detalhada de mais de 100 ingredientes e as exigências nutricionais para a formulação das dietas de aves e suínos. 

Conforme divulgado pelo Departamento de Zootecnia da UFV, as quatro edições já publicadas são o resultado prático de mais de 170 teses de doutorado e dissertações de mestrado produzidas pela equipe de pesquisadores da Universidade nos últimos 20 anos. “As tabelas são feitas a partir de muito conhecimento acumulado em nutrição animal e este processo depende de resultados de pesquisas. Por isso, a atualização acontece a cada cinco ou dez anos”, explica o professor Horacio Rostagno, líder da equipe responsável pela publicação.

As tabelas permitem a combinação adequada dos ingredientes para compor dietas balanceadas para cada fase de produção, visando atender às exigências nutricionais específicas de aves e suínos. O professor Horacio explica ainda que, além de contemplar as diferentes fases de produção e demandas nutricionais, os técnicos que lidam com as tabelas precisam considerar preços e condições de mercado de cada um dos nutrientes das rações para que fiquem mais baratas e adequadas.

“É possível substituir ingredientes de acordo com os preços da época, para reduzir os cursos da produção de ração, e isso é feito semanalmente pelos especialistas em nutrição animal”, explica Rostagno. Dados divulgados pelo Departamento de Zootecnia da UFV dão conta de que estima-se que 70% dos custos de cada animal abatido seja com alimentação.

Ainda segundo o professor, a atualização das tabelas depende muito das evoluções nas pesquisas sobre melhoramento genético dos animais. Salienta Rostagno que “um frango que levava mais de 50 dias do nascimento ao abate pode levar apenas 40, o que resulta em economias astronômicas em gastos com ração”.

A nova edição traz as recomendações de microminerais de fontes orgânicas e de vitaminas. “Nos livros anteriores, tínhamos recomendações genéricas dos níveis de vitaminas e microminerais inorgânicos para a dieta de aves e suínos”, explica Rastagno. “Os estudos recentes mostraram que, em sua forma orgânica, os microminerais são mais eficientes e os níveis exigidos para a dieta são 45% menores que os recomendados para o inorgânico”, c0mpleta.

Além da otimização de custos para a indústria de nutrição animal, o Departamento de Zoonoses aponta também que a economia em ração tem consequências ambientais. “Os microminerais orgânicos têm melhor aproveitamento, o que resulta na melhor e menor excreção dos minerais pelos animais, com menos resíduos e, consequentemente, reduzindo os riscos de contaminação ambiental”, destaca o professor.

 

 



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