16 jun 2021

Supervalorização dos grãos ameaça agroindústria e criadores, segundo entidades Catarinenses

supervalorização dos grãos Jorge Luiz


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

A supervalorização dos grãos cria uma séria ameaça à expansão e mesmo manutenção da avicultura industrial no Sul do Brasil, segundo entidades catarinenses. Os preços atingidos no mercado pelo milho e farejo de soja – principais insumos da nutrição animal – criam dificuldades para as agroindústrias e também para os criadores de aves, suínos e bovinos de leite.

A situação preocupa o SINDICARNE (Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina), a AINCADESC (Associação das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina) e a ACAV (Associação Catarinense de Avicultura).

supervalorização dos grãos Jorge Luiz

Jorge Luiz de Lima é Diretor Executivo do Sindicarne, Aincadesc e ACAV: Supervalorização dos grãos ameaça agroindústria e criadores

Em nota, as entidades informam que além da brutal elevação dos preços dos insumos, também ocorre o encarecimento dos materiais de construção para expansão da atividade. Ou seja, impacta na construção de novos e modernos criatórios de aves dentro das mais avançadas técnicas de criação, manejo e sanidade, silos e armazéns.

Em face das condições do mercado global de grãos, os dirigentes não acreditam que os preços possam recuar. Isso representará aumento dos custos de produção na indústria avícola e, por consequência, elevação do preço final das carnes de aves para o consumidor.

Nesse momento, as entidades destacam que a prioridade é desburocratizar e desonerar a importação de milho para que o mercado interno não fique desabastecido desse insumo e evite a redução da produção de aves e suínos. Isso significa, também, retirar temporariamente os tributos incidentes sobre a importação (Pis e Cofins).

Simultaneamente, é necessário criar novos incentivos para o produtor de milho, com linha de crédito atrativa ao pequeno produtor, redução dos encargos do programa de crédito rural e outros benefícios. Por outro lado, investimentos em novos armazéns e credenciamento de mais armazéns junto à Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) são medidas que permitirão, com mais facilidade, a disponibilização de grãos aos pequenos produtores.

As entidades já levaram a preocupação ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e se reuniram com a ministra Tereza Cristina. Governo e indústria avícola implementarão medidas para equacionar as distorções que afetam, nesse estágio, o mercado do milho no Brasil.

O diretor executivo do SINDICARNE, AINCADESC e ACAV Jorge Luiz de Lima explica a situação do setor.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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