04 ago 2021

Milho: em mobilização iniciada pelo Sindiavipar, agroindústrias propõem contratos a produtores de milho

milho tabelamento de fretes


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Após uma sequência de adversidades climáticas, que culminou na quebra da safra de grãos do país, o Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná) iniciou uma mobilização para a realização de contratos com produtores de milho. O objetivo é incentivar o plantio de verãomitigando os impactos negativos que esse cenário traz para a avicultura paranaense.

“Os produtores já fizeram esses seus pacotes tecnológicos para plantar soja, mas, no momento o milho está rentabilizando mais o agricultor que a oleaginosa”, explica o presidente do Sindiavipar, Irineo da Costa Rodrigues. “Sendo assim, nós, como setor, estamos conversando para oferecermos um preço em contratos futuros, que seja estímulo para o produtor plantar o milho em, pelo menos, uma parcela da sua área e, dessa forma, poderíamos ter, no verão, uma boa colheita do grão, e amenizar um pouco a falta desse insumo”, completa.
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Além desta ação organizada pelo setor, outras medidas serão necessárias para que haja disponibilidade do grão para a atividade avícola, como a importação do milho de outros países como Paraguai e Argentina. Entretanto, gargalos na logística encarecem esse procedimento.

“Nós encontramos uma dificuldade porque nossa logística foi desenvolvida para exportar grãos, não para receber grãos do porto e levar para o interior. Isto terá que vir por caminhões. Além disso, poderá haver congestionamento nos portos pois nesse período estão chegando fertilizantes para a produção da lavoura que será plantada nos meses de agosto e setembro”, alerta Rodrigues.

De acordo com o presidente do Sindiavipar, esta dificuldade no escoamento do milho para o interior do país é um aspecto que preocupa o setor. “Esse é um gargalo que se pudesse ser resolvido a curto prazo melhor, senão, estamos projetando um cenário de muita dificuldade, no qual o custo do frango está aumentando muito, assim como de outras proteínas que têm o milho formando seus custos de produção”, complementa.

Irineo ainda destaca que a resolução desses problemas é positiva também para a economia paranaense. Isso porque a atividade emprega 85 mil pessoas diretamente, segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Além disso, o segmento estima que a cada um emprego direto, outros 17 indiretos são gerados.

“Isso quer dizer que aproximadamente 10% da população paranaense é impactada direta e indiretamente pela avicultura do Estado do Paraná, que é uma atividade de grande importância”, finaliza.

O objetivo destes debates é encontrar alternativas para a produção avícola até a segunda safra, que ocorrerá somente na metade do próximo ano, entretanto, ela também depende das condições climáticas. “O que precisa, agora, é que as chuvas recomecem no mês de agosto, para que a soja possa ser plantada nos meses de setembro e começo de outubro. Com isso, permitir a colheita e também o plantio de milho fevereiro, e assim ter uma safra mais certa, no mês de junho e julho do próximo ano”, finaliza.

Sobre o Sindiavipar

O Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná) representa 45 abatedouros e incubatórios paranaenses. Desde sua fundação, há 29 anos, o Sindiavipar tem trabalhado para buscar o crescimento e a sustentabilidade da avicultura do estado, buscando sempre representatividade no mercado interno e externo.

Atualmente, o Paraná é o maior produtor e exportador nacional, além de referência em sanidade avícola e responde por mais de 40% das exportações de carne de frango do país, embarcando o produto para mais de 160 países em todo o mundo.



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