24 mar 2021

Milho: Setor Avícola intensifica mobilizações para evitar escassez do grão

escassez de milho


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

Desde o final do ano passado, as indústrias do setor avícola vêm intensificando suas mobilizações para evitar a escassez de milho no Brasil. Segundo informações da Asgav (Associação Gaúcha de Avicultura), apenas com a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o setor já realizou duas conferências em 2021.

Também foram realizadas audiências com representantes da FPA (Frente Parlamentar Agropecuária) e enviados ofícios a deputados federais e senadores. Na manhã desta quinta-feira (25/3) ocorrerá ainda uma reunião entre os presidentes do Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná), ACAV (Associação Catarinense de Avicultura) e Asgav.

live altos custos produção

Os estados representam cerca de 70% da produção avícola brasileira. Irineo da Costa Rodrigues (Sindiavipar), José Antonio Ribas Jr. (Acav) e José Eduardo dos Santos (Asgav) debateram o tema dos altos custos de grãos, no dia 12/3, durante live organizada pela aviNews Brasil (confira a live no final desta matéria).

Devido à forte estiagem que adiou o plantio de soja e, consequentemente, a sua colheita, os produtores precisaram postergar o plantio da segunda safra de milho do ano, segundo nota do Sindiavipar. “Por conta disso, a semeadura destas lavouras está ocorrendo fora da janela adequada”, informa a entidade.

O preço do milho nos últimos 12 meses, segundo a Asgav, subiu 60,5%, enquanto o preço da soja sofreu uma alta de 84,2%. “Por sua vez, aqui no Rio Grande do Sul, o quilo da carne de frango registrou alta de 18%, e a caixa de ovos de 30 dúzias subiu 12,5% nos últimos 12 meses”, destaca a entidade.

A dimensão do problema é exemplificada pela ACAV, com o fato de Santa Catarina demandar cerca de 19 mil toneladas de milho por dia. Com o objetivo de reequilibrar contas, algumas empresas do setor já anunciam redução de produção no Rio Grande do Sul e Paraná.

escassez de milho

“Nós estamos apreensivos, temos milho para poucos meses até chegar na nova safra”, aponta Irineo. Para que haja uma colheita de milho mais robusta no início do próximo ano, o presidente do Sindiavipar defende que é preciso “construir uma ponte até lá”.

Segundo o Sindiavipar, as empresas acabam restringindo produção como forma de equilibrar a oferta à demanda, sendo essa uma estratégia individual de cada empresa e não do setor. “Se as empresas optarem pela redução, é possível que haja desemprego e diminuição do poder aquisitivo do consumidor”, alerta o presidente do Sindiavipar, Irineo da Costa Rodrigues.

As entidades, juntamente com a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), têm proposto medidas de curto, médio e longo prazo. Entre os pleitos estão a rápida importação de milho, quando necessário, o aumento da produção nacional e armazenagem para as próximas safras.

Curto prazo

  • Desburocratizar a importação de milho, para que possa ser efetivada o mais rápido possível, evitando a redução da produção de aves e suínos.
  • Retirar o PIS/COFINS da importação, por se tratar de uma questão emergencial.

Médio prazo

  • Apresentar uma política atrativa para a produção de milho no verão, a partir do mês de setembro de 2021, com linhas de crédito vantajosas, principalmente para o pequeno produtor.
  • Diminuição dos juros no Plano Safra, com pelo menos 1% linearmente, com crédito a taxas mais acessíveis.

Longo prazo

  • Pensar no armazenamento de grãos pelas pequenas empresas, com linhas de crédito subsidiadas, para que o produtor possa comprar milho e ter onde guardar.

Diamond V


NOVIDADES

 

REVISTA

Revista aviNews aviNews Brasil Julho 2021

ARTIGOS DA REVISTA



 
 


Consultar outras edições


 

Cadastro Newsletter aviNews Brasil

Tenha acesso a boletins de nossos especialistas e a revista digital.



 

aviTips
aviNews Brasil
no Youtube

 
logo

GRUPO DE comunicação agrinews

Política de Privacidade
Política de Cookies