27 maio 2018

Em SC não há registro oficial de morte de animais por inanição

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AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

Em Santa Catarina, as granjas de suínos e aves continuam recebendo uma ração mínima e o Estado não tem registro de morte de animais por inanição. A informação foi divulgada na tarde desse domingo (27/5) pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

No sétimo dia de paralisação dos caminhoneiros, Santa Catarina direciona esforços para manter a vida e evitar o sofrimento de milhões de animais. Maior produtor nacional de suínos e segundo maior produtor de aves do Brasil, o estado possui mais de 210 milhões de animais alojados em granjas. Alimentar esses suínos e aves tem sido um grande desafio diário para o Governo do Estado, produtores rurais e agroindústrias catarinenses.

Desde o início da paralisação dos caminhoneiros, o Governo do Estado solicita o apoio dos grevistas na liberação das cargas de ração para alimentação animal e de cargas vivas. Há inclusive um adesivo da Defesa Civil identificando os caminhões que levam ração e, para garantir que essas cargas cheguem ao destino, a Polícia Militar está realizando escoltas até as propriedades rurais.

“A estratégia do Comitê Integrado de Crise, com a compreensão dos grevistas, tem se mostrado muito eficiente. Tanto que, até o momento, não temos registro oficial de morte de animais causada por falta de comida”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

Com os estoques de ração acabando, a partir de hoje, a demanda do setor do agronegócio é por milho e farelo de soja. O secretário Spies explica que esta será uma nova fase de trabalho, focada em levar insumos para que as fábricas possam produzir ração.

Também na tarde desse domingo, a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) publicou uma Carta Brasileira ao Povo Brasileiro, solicitando agilidade ao governo federal na solução do caso e solidariedade aos organizadores do movimento para liberação de caminhões de ração, cargas vivas e alimentos.

 Consumo de ração 

Em Santa Catarina, as agroindústrias consomem em média de 22,5 mil toneladas de ração por dia e, para que o alimento chegue até as granjas, são necessários dois mil caminhões circulando pelo estado diariamente.

Durante a paralisação dos caminhoneiros, as agroindústrias e produtores rurais trabalham com uma ração mínima para alimentar um rebanho de sete milhões de suínos e de 206 milhões de aves alojados em granjas.

Escolta

As agroindústrias contam com um mecanismo para requisitar as forças policiais do Estado na condução de comboios de cargas de ração e também na negociação da passagem pelos bloqueios.

“Felizmente a maioria dos manifestantes tem aceitado negociar e, num gesto humanitário, vem permitindo a passagem de alimentos e cargas vivas para evitar o sofrimento e a crueldade que a falta de ração causaria aos animais”, afirma o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

Comitê Integrado de Crise

 

A Secretaria da Agricultura é um dos órgãos presentes no Comitê Integrado de Crise do Governo do Estado. O grupo está concentrado no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), em Florianópolis, e trabalha coordenando as ações para manter o funcionamento dos serviços básicos no Estado.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

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