16 jun 2017

Sanidade foi debatida no último dia do Conbrasul

O terceiro e último dia da Conbrasul Ovos 2017 (14/6) foi dedicado a um dos temas fundamentais para os rumos da avicultura de produção de ovos do Brasil: a sanidade. O painel “Prevenção como fator essencial da Sanidade” foi aberto pelo médico veterinário Paulo Lourenço da Silva, professor da Universidade Federal de Uberlândia (MG), que propôs em sua apresentação rever e analisar os acontecimentos mais recentes, as fragilidades e os fatores de risco na ocorrência de enfermidades avícolas no mundo.

Silva alertou para as principais fragilidades nas medidas de biossegurança, são elas:

  • Trânsito de pessoas entre granjas infectadas e livres.
  • Compartilhamento de equipamentos entre granjas.
  • Falhas na limpeza e desinfecção de veículos e equipamentos.
  • Ausência de medidas de higiene pessoal, como banho na entrada e saída da granja.
  • Presença de aves silvestres de pequeno porte e roedores no interior das granjas com aves infectadas.
  • Falhas no monitoramento dos lotes – indicadores de saúde (morbidade e mortalidade).
  • Vírus foi isolado no ar externo dos galpões.
  • Aparecimento de surtos cinco dias após correntes de ventos fortes.

E chamou a atenção para os procedimentos indispensáveis de higiene, limpeza e sanitização de galpões aviários. “Aplicar o conhecimento é diferente de obter conhecimento. Treinamento tem efeito limitado”, destacou. “Pequenas ações são revolucionárias e fazem a grande diferença.”

  1. Em seguida, a auditora fiscal federal agropecuária e chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA/RS), Ana Lúcia dos Santos Stepan, falou sobre “As diretrizes e ações para o fortalecimento da Defesa Sanitária no Brasil”. “Através das redes sociais, consumidores adquiriram novas armas para demandar transparência dos sistemas agroalimentar e agroindustrial e passaram a exigir alimentos mais seguros, mais nutritivos e convenientes, proteção ao meio ambiente e à força de trabalho e informações transparentes sobre o que consomem”, disse ela em sua apresentação para, posteriormente, explicar detalhadamente o que é a Defesa Agropecuária, quais são seus problemas organizacionais e apresentar o Plano de Defesa Agropecuária em todas as suas etapas:

 

  1. Modernização e Desburocratização;
  2. Marco Regulatório;
  3. Programa e Projetos Técnicos;
  4. Conhecimento e Inteligência;
  5. Monitoramento & Avaliação;
  6. Sustentabilidade Institucional e Financeira.

Logo depois, a professora doutora Masaio Mizuno Ishizuka, especialista em Epidemiologia Básica, Compartimentação, Bioestatística, Vigilância Ambiental e Epidemiologia das Doenças Infecciosas, abordou a aplicação do conceito de controle de doenças em sua palestra sobre os “Desafios do setor de produção de ovos para o fortalecimento da garantia de sanidade no Brasil”.

Na ocasião, Masaio relatou como está sendo conduzida a biosseguridade da região de Bastos (SP) quanto ao planejamento, execução e avaliação de um Programa de Biosseguridade no qual estão envolvidos todos os 132 estabelecimentos avícolas da região. “Para todo e qualquer problema, há sempre uma solução. As soluções são mais simples do que podemos imaginar”, incentivou.

Para concluir o painel e a programação do evento, o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária no Rio Grande do Sul (FUNDESA), Rogério Kerber, explicou “A Importância e o Papel dos Fundos Privados de Defesa Sanitária”. Segundo ele, o principal desafio do cenário atual brasileiro é o aumento da produção e das exigências sobre as cadeias de proteína animal. “Estamos sendo desafiados a fazer mais com menos e melhor”, enfatizou Kerber, referindo-se aos recursos humanos limitados e à escassez de recursos financeiros.

Fundado em 2005, o FUNDESA é instituído pelos setores de aves, pecuária de corte, pecuária leiteira e suínos. Seus principais objetivos são fortalecer as instituições oficiais nas suas responsabilidades indelegáveis no âmbito da sanidade animal e inocuidade dos alimentos, promover a capacitação e o treinamento do pessoal técnico, garantindo organização estrutural eficiente e com agilidade necessária que a demanda interna e externa requer, fortalecer e defender as tomadas de decisões com sustentação e embasamento técnico.

As diretrizes do FUNDESA incluem agir e desenvolver ações voltadas a antecipar/prevenir ocorrências sanitárias, propor/sugerir políticas e medidas na defesa e no desenvolvimento da produção animal gaúcha e fortalecer o sistema de Defesa Sanitária Animal de responsabilidade compartilhada, com a participação ativa das cadeias produtivas, das autoridades e técnicos das esferas federal, estadual e municipal, profissionais da área privada e demais atores.

Para participar do FUNDESA, o produtor ou proprietário deve ter cumprido todas as normas e medidas indicadas pela Defesa Sanitária Animal do Estado, o estabelecimento rural deve estar localizado no estado do Rio Grande do Sul e o Conselho Deliberativo do FUNDESA precisa ter homologado os critérios. A adesão ao fundo é livre. Entretanto, para ter a condição de direito à indenização, o produtor rural precisa comprovar a contribuição financeira ao FUNDESA, não adotar procedimentos sanitários não autorizados pela Defesa Sanitária Animal do Estado, assim como respeitar as normas legais e técnicas do órgão.

“Gostaríamos de enfatizar que é importantíssima a participação de todos nesse fundo. Precisamos que todos os integrantes da cadeia se posicionem e façam o questionamento: o que eu devo e como eu posso participar desse grande esforço para manter o setor da avicultura gaúcha em evolução?”, convidou o presidente Kerber.

 

Com informações da Assessoria de Imprensa Conbrasul




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