02 jun 2021

Salmonella Heidelberg: a proteção da microbiota inicial favorece o seu controle

Salmonella Heidelberg
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AUTOR(ES)

Fabrizio Matté

Consultor Técnico - VETANCO Brasil

Salmonella HeidelbergSalmonella HeidelbergA Salmonela destaca-se como um dos mais importantes patógenos veiculados por alimentos, devido ao fato de estar amplamente distribuída na natureza, possuir um grande número de reservatórios, apresentar sorotipos inespecíficos quanto aos hospedeiros e apresentar cepas multirresistentes aos antibacterianos (BERSOT, 2006).

Dentre os sorotipos, a Salmonella Heidelberg é um agente de infecção alimentar em humanos, cujos casos de isolamento em aves e derivados têm aumentando consideravelmente nos últimos anos, especialmente em lotes de frangos de corte e matrizes (RAGHIANTE, et al, 2010).

Salmonella HeidelbergEmbora a Salmonella Heidelberg não esteja entre os sorotipos de salmonelas cujo controle é oficialmente preconizado pelo PNSA (Plano Nacional de Sanidade Avícola) do Ministério da Agricultura, ela deve, obrigatoriamente, ser controlada com a mesma atenção e esforço dedicados às Salmonella Enteritidis, Typhimurium, Pullorum e Gallinarum (SESTI, 2010).

ALTERNATIVA AOS ANTIMICROBIANOS

Salmonella HeidelbergA proibição dos antimicrobianos melhoradores de desempenho pela União Européia em 2006 (Regulamento (CE) No 1831/2003), colocou um novo desafio à avicultura, que veio reforçar a necessidade da busca de alternativas para estes produtos.

Salmonella HeidelbergEntre estas alternativas, encontram-se os probióticos: suplementos alimentares compostos por flora microbiana viva, que afetam beneficamente o hospedeiro, melhorando o seu balanço intestinal.

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ESTUDOS

Salmonella HeidelbergSalmonella HeidelbergConhecendo a necessidade e a dificuldade de controlar a Salmonella Heidelberg em nossos plantéis, realizamos um experimento nas instalações do laboratório MercoLab, em Cascavel (PR), para comprovar a eficácia do probiótico FloraMax – B11TM, da Vetanco Brasil, constituído por 11 cepas de Lactobacillus, selecionados por sua capacidade de controlar enterobactérias em frangos, perus, matrizes e avós.

 

Salmonella HeidelbergNo experimento foram alojados pintainhos de um dia, provenientes de matrizes da linhagem Cobb, separados em 4 grupos com 4 tratamentos (Tabela 1), distribuídos em salas separadas.

 

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Salmonella HeidelbergTanto a cama, quanto o ambiente foram amostrados para isolamento de Salmonella spp. antes do início do experimento.

 

Salmonella HeidelbergFoi utilizada ração padrão de período inicial e não houve adição de produtos antimicrobianos. As amostras de ração foram avaliadas para presença de Salmonella spp. antes do início do experimento.

Salmonella HeidelbergO desafio foi realizado com uma cepa de Salmonella Heidelberg isolada de campo na diluição de 1×106 (1.000.000 UFC/mL). Esta amostra foi tornada resistente a antibióticos (ácido nalidíxico e novobiocina).

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14 DIAS

Salmonella HeidelbergAos 14 dias de idade, as aves foram avaliadas individualmente realizando a coleta dos cecos para contagem de Salmonella Heidelberg. O isolamento e a identificação de Salmonella spp. foram feitos de acordo com a Portaria no 126 do MAPA. Os resultados da contagem em unidade formadora de colônia (UFC) por grama de fezes cecais seguem na Tabela 2.

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Os resultados expressos com 0 (zero) indicam o limite de detecção da técnica utilizada (<1,0 x 102, que pode ser considerado negativo, ou contagem inferior a 100 UFC/g).

RESULTADOS

Salmonella HeidelbergO FloraMax – B11TM demonstrou ser eficiente no controle de Salmonella Heidelberg, especialmente quando utilizado dentro do protocolo do Grupo 4, onde foram usadas:

3 doses do produto,

 

1 dose no alojamento e

 

2 doses antes do abate.

 

Demonstrando a grande importância do uso do probiótico nos períodos neonatais (incubatório), ou no momento do alojamento dos pintainhos.

Com este protocolo, 85% das amostras foram negativadas. Tomando como parâmetro de comparação o Grupo 1 (Controle Positivo), que apresentou 90% de positividade.

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CONCLUSÕES

O fornecimento de FloraMax – B11TM via spray no incubatório, juntamente com as vacinas de rotina (Bronquite Infecciosa e Coccidiose), se torna o método mais indicado pela praticidade e confiabilidade na implantação de uma microbiota intestinal protetora nos primeiros momentos de vida das aves.

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Aplicação de FloraMax – B11TM via spray no incubatório, associado à vacina de bronquite.

REFERÊNCIAS

BERSOT, L.S. Salmonella no Brasil: sua importância no abate de aves. Santa Maria. Anais do V Simpósio de Sanidade Avícola da UFSM. 2006.

RAGUIANTE, F., et al. Tempo de penetração da Salmonella Heidelberg através da casca de ovos comerciais brancos e vermelhos. Vol. 12. Revista Brasileira de Ciência Avícola. 2010.

SESTI, L. Tempo de penetração da Salmonella Heidelberg através da casca de ovos comerciais brancos e vermelhos. Caderno Saúde Avícola. Disponível em: http://www.uniquimica.com/intranet/arq_dept/dept_arq_23022011-120116. pdf. Acesso em: 01 dez. 2012. 2010.

 

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