26 jan 2018

Redução da cota de frango para União Europeia traz perdas ao Brasil

Cotas de carne de frango do Brasil à União Europeia


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

O colunista do jornal Folha de São Paulo, Mauro Zafalon, divulgou nesta quinta-feira (25/11) que o governo brasileiro reduziu a utilização das cotas que o País tem direito nas vendas externas de carne de frango à União Europeia (UE). A partir de informações divulgadas em 24/1 pela comissão de agricultura da União Europeia, o jornalista informa que os brasileiros que tiveram suas plantas impedidas de exportar à UE estão obtendo receitas menores, com perdas estimadas entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões.

As dificuldades, conforme divulgado por Zafalon, seriam de controle sanitário. O relatório, segundo o jornalista, aponta que o Brasil foi responsável por 50% do frango importado pela União Europeia até novembro de 2017, volume abaixo dos 56% de igual período anterior.

A cota de exportação do Brasil para a União Europeia é próxima de 400 mil toneladas de diversos tipos de carne de frango, das quais 170 toneladas são de carne salgada. Esse produto, que seria o principal exportado pelo Brasil à UE teria sofrido um corte pelo governo que pode atingir 10% das cotas, segundo Zafalon.

O jornalista destaca que essa situação vem trazendo dificuldades tanto para exportadores brasileiros, conforme destacado acima, como para importadores europeus, que não conseguem cumprir os contratos de distribuição na Europa por deixarem de receber o produto.

A carne de frango exportada pelo Brasil, principalmente a salgada, tem características específicas e está adaptada ao sabor dos europeus, segundo aponta o jornalista. A ausência desse produto brasileiro no mercado europeu está provocando elevação de preços ao consumidor, completa Zafalon.

Finalizando, o jornalista aponta que ainda há a possibilidade de as empresas brasileiras utilizarem a parte suspensa dessas cotas neste e no próximo trimestre. Porém, para isso, é necessário que o Brasil e UE cheguem a um acordo sobre as condições sanitárias da carne, principalmente na questão de Salmonella.

O Brasil corre o risco de parte dessas cotas serem substituídas por fornecedores europeus, como ucranianos e poloneses, ou por produtores de outras regiões, como argentinos e chilenos. A Tailândia tem potencial também para substituir o produto brasileiro, mas os tailandeses já têm cotas de exportação para a União Europeia.

Importação menor

As importações de carne de frango feitas pela União Europeia, no Brasil, recuaram para 376 mil toneladas de janeiro a novembro do ano passado. Esse volume é 20% inferior ao de igual período de 2016. Os países do bloco importaram 751 mil toneladas de carne de frango no período.

 

Com informações da coluna de Mauro Zafalon para a Folha de São Paulo




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