25 abr 2019

Práticas de manejo para Sistema de Produção Livre de Antibióticos

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AUTOR(ES)

Leasea Butler -  Consultora de Serviços Técnicos da Cobb

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

A indústria avícola tem visto mudanças rápidas em relação ao uso de antibióticos. Isso tem levado as equipes de produção a adequarem o gerenciamento dos processos como resposta imediata. Por exemplo, “umedecer” um ovo seria um tabu há cinco anos, por temer o crescimento bacteriano. Na produção avícola mundial de hoje, a maioria das empresas está usando lenços antibacterianos para reduzir o crescimento bacteriano em ovos, bem como muitos outros métodos de sanitização por via úmida.

Como indústria, nós tivemos que aprender rapidamente, mas ainda não temos todas as respostas. Em muitos casos, apenas mais perguntas.

Como reduzir a carga bacteriana proveniente das granjas e matrizes?

Uma das questões é como reduzir a carga bacteriana proveniente das granjas de matrizes. O número de bactérias duplica a cada 15 minutos no ambiente das granjas avícolas (Gustin, 2003). No momento que o ovo é posto pela matriz, este é imediatamente exposto a um ambiente não tão limpo.

Assegurar a saúde intestinal

A primeira linha de defesa é garantir que a saúde intestinal das aves seja boa, de modo que não haja bactérias adicionais sendo introduzidas enquanto o ovo estiver sendo colocado. Algumas empresas estão tentando diferentes prebióticos ou probióticos para potencializar a saúde intestinal da matriz.

A maioria descobriu que tem que ser mais diligente com seus programas de saúde intestinal, começando pelas granjas de cria e recria de matrizes.

Garantir que as frangas tenham uma boa flora intestinal promoverá a saúde da matriz. Atenção especial deve ser dada aos programas de controle de coccidiose e a sanitização das linhas de água para ajudar a estabelecer uma boa flora bacteriana!

producción avicultura

Tão logo o ovo atravessa a cloaca, este fica sujeito ao ambiente da granja – tanto no tapete do ninho e na esteira quanto no chão. Manter pisos, ninhos e esteiras transportadoras limpos pode ser um desafio, mas com a melhoria da saúde intestinal, da ventilação e das práticas de manejo, as cargas bacterianas podem ser reduzidas.

Muitas empresas estão apoiando a troca dos tapetes dos ninhos e das esteiras de coleta de ovos, bem como da cobertura do piso com cama nova após o pico de produção.

Qualquer prática que possa ser adotada para reduzir os níveis bacterianos nas superfícies que entram em contato com os ovos reduzirá a carga bacteriana levada para o incubatório.

Outro aspecto fundamental para atenuar o desafio bacteriano aos ovos é reduzir o número de trincas e microtrincas. As microtrincas reduzem a taxa de incubação para 23%, mas isso significa que 60% deles eclodirão. Parte desta queda na incubação vem pelo aumento de 3% no número de ovos contaminados. Esses ovos contaminados resultam em níveis bacterianos mais elevados no incubatório. Os 17% restantes são embriões mortos em estágio precoce (10%) e tardio (10%).

 

Os pintinhos que nascem de ovos com microtrincas resultam em 8% descartados ou de baixo nível na classificação, e a mortalidade aos sete dias de pintos de ovos com microtrincas é 1% mais alta do que daqueles de ovos não-trincados.

Qualquer prática que uma empresa possa adotar para reduzir o risco de microtrincas contribuirá com a redução da carga bacteriana, a saúde dos embriões e dos pintinhos, melhorando a eclodibilidade e a mortalidade aos sete dias.

Algumas áreas a serem examinadas seriam a da transição do ovo do ninho para a esteira, da esteira para a mesa, das pessoas que trabalham na coleta dos ovos e do transporte destes.

Outro ponto é a rapidez com que o ovo é resfriado. Algumas empresas permitem que os ovos permaneçam sob a temperatura da sala de coleta de ovos por algumas horas antes de colocá-los no resfriador de ovos, assim, os ovos mais frescos que estão próximo de 105° F não são imediatamente colocados em um resfriador de ovos a 68° F, o que pode causar microtrincas.

Sala de Ovos

Estando os ovos na sala de ovos, estes ovos podem ser nebulizados com um desinfetante para ajudar a reduzir o nível bacteriano com o qual o ovo entrou em contato. Entretanto, estes sistemas de nebulização não atingem as bactérias que estão presentes nos poros ou nas microtrincas dos ovos. Muitas empresas podem nebulizá-los várias vezes antes de serem colocados nas incubadoras.

Redução de Estresse na Incubadora

Nas incubadoras, não há muito o que possa ser feito para reduzir os níveis bacterianos, mas a chave é reduzir o estresse do embrião através do manejo de temperatura. Muitas empresas estão olhando para a possibilidade de mudar para máquinas de estágio único, para que possam ser limpas entre as séries.

O próximo passo crítico é a transferência de embriões. O equipamento usado para executar este processo deve ser o mais higiênico possível. Nós sugerimos aumentar a frequência de limpeza das conchas, copos de sucção, cabeçotes e mesas de transferência. Muitas empresas esperavam até a quebra para fazer alguns desses processos.

Ter um POP determinando a limpeza a cada “x” números de falhas ajudará a controlar os níveis bacterianos aos quais os ovos estão expostos. Além disso, separar os ovos em grupos de modo que os oriundos de lotes de matrizes mais problemáticos e mais antigos rodem no final ajudará a reduzir a carga de bactérias que está sendo espalhada para os ovos bem condicionados.

Nos nascedouros existem muitas combinações de sanitização, mas este é um passo crítico devido ao florescimento bacteriano que ocorre nos nascedouros. Quando os pintinhos nascem, eles liberam as bactérias que podem estar dentro dos ovos. Uma vez que estas bactérias crescem em um ambiente agradável, quente e úmido, todos os pintinhos são expostos a essa carga bacteriana caso não seja alcançada uma sanitização adequada.

emprego de dados poedeiras alerta

Quanto mais limpo o ambiente antes de começar o nascimento, melhor. Além disso, reduzir qualquer estresse que os pintinhos possam passar durante essas primeiras horas críticas, ajudará a saúde geral do sistema imunológico.

Manter os níveis de CO2 e o de temperatura em toda a janela de nascimento reduzirá esse estresse e permitirá o desenvolvimento da imunidade natural dos pintinhos.

Como apresentado acima, há muitas etapas que devem ser avaliadas e modificadas na produção de aves livres de antibióticos. A indústria tem cumprido muitas dessas etapas há muitos anos, mas agora nós precisamos nos tornar ainda mais diligentes e detalhistas em como o fazemos. Há muitos outros caminhos e inovações que estão sendo exploradas uma vez que a indústria procura por respostas imediatas.

Uma dessas inovações é o uso de peróxido de hidrogênio e de luz ultravioleta. Essa novidade promete extrema de redução de cargas bacterianas nos ovos. Atualmente, a Cobb está usando essas máquinas em algumas de nossas salas de ovos para reduzir os níveis bacterianos que entram nos nossos incubatórios.

Como indústria, devemos continuar procurando soluções e inovações como essa para responder às questões de produção de frangos livres de antibióticos.

 

Diamond V


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