02 jan 2018

Preço da vitamina A sextuplica após incêndio em unidade da BASF

BASF


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

O preço da vitamina A, utilizada na ração de frangos e suínos, saltou de uma média de US$ 72,11 por quilo, para US$ 433 por quilo (600%), desde o dia 31 de outubro passado, quando a fábrica de Citral da BASF, em Ludwigshafen (Alemanha), sofreu um incêndio. A informação foi veiculada no último dia 26 de dezembro pelo jornal Valor Econômico.

A vitamina E  também teve seu valor elevado de US$ 4,56  para US$ 24,48 por quilo (536%).

Estudos apontam que as vitaminas compõem entre 0,1 e 0,5% do volume da ração animal, representando cerca de 3% do total do custo da dieta. Particularmente as vitaminas A e E representam, juntas, cerca de 50% do custo total do aporte vitamínico suplementar.

A vitamina A é considerada primordial para o crescimento e desenvolvimento do esqueleto, além da fecundidade das aves. Atua no processo da visão, melhora a formação de anticorpos e a regulação do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Já a vitamina E é necessária no metabolismo da célula e tem ação na qualidade da carne, ganho de peso e conversão alimentar.

No início do último mês de novembro, a assessoria de imprensa da BASF divulgou nota informando o fechamento da referida planta e,  por consequência, das plantas de Vitamina A e E, que dependem do Citral fornecido pela unidade de Ludwigshafen. Segundo o Valor Econômico, a unidade da multinacional alemã é responsável por mais de 40% das vitaminas A e E produzidas no mundo.

Ao jornal, o vice-presidente da executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Ariovaldo Zani, informou que a sinalização da multinacional, por ora, é de que a fábrica voltará a funcionar no fim de março.

Segundo o Valor, para grandes consumidores de ração (empresas como BRF e Seara), o impacto econômico da escassez de vitaminas não é relevante. O jornal afirma que estimativas do presidente de um dos maiores grupos de nutrição animal em atividade no Brasil são de que, com o aumento de preços, o peso das vitaminas na ração aumente.

No setor, a avaliação é que consumidores que têm contratos de longo prazo com as chamadas premixeiras – companhias que misturam vitaminas e minerais – devem ser preservados da escassez. No entanto, aqueles que compram premix esporadicamente podem ser afetados.

Com informações do Jornal Valor Econômico



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