27 set 2017

PR e MG avançam no registro de avicultores conforme IN 56

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AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

Os estados do Paraná (PR) e Minas Gerais (MG) possuem, respectivamente, 70% e 65% dos aviários registrados de acordo com as normas de biosseguridade do governo federal (IN 56). Os produtores avícolas brasileiros têm até 22 de fevereiro de 2018 para se adequarem à Instrução Normativa no 56 (IN 56), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A IN 56 estabelece a adoção de uma série de normas de biosseguridade que previnem diversas doenças, entre elas a Influenza Aviária. Entre as principais medidas estão: distância mínima (3Km) entre granjas comerciais e de reprodução; tela de malha não superior a 2,54 cm que impeça a entrada de pássaros; controle e registro do trânsito de veículos e pessoas; registro do controle de roedores; registro das ações sanitárias realizadas com responsável técnico, entre outras.

Técnicos do Mapa têm percorrido o país alertando sobre a necessidade de adequação à legislação federal (IN 56), com o objetivo de garantir a manutenção do status sanitário do País, que desde 2005 ocupa o lugar de maior exportador de carne de frango do mundo.

Em entrevista ao aviNews Brasil, o coordenador do Programa de Sanidade Avícola (PNSA) do MAPA, Bruno Pessamillo, falou que no estado do Tocantins (TO), 100% dos estabelecimentos já foram registrados. Ele também citou que os principais estados da região Sul também estão com altos índices, como o caso de Santa Catarina, com mais de 80% de registros.

O aviNews Brasil entrou em contato com Secretarias Estaduais de Agricultura de vários estados para apurar os dados sobre o andamento dos registros dos estabelecimentos avícolas. Apenas Paraná e Minas Gerais deram retorno ao pedido de informações.

Em 2016, o Paraná foi o estado que mais produziu carne de frango no Brasil, com mais de 4 milhões de toneladas. Minas Gerais ficou em quinto lugar, produzindo 951 mil toneladas de carne de frango. Em relação ao volume de carne de frango exportada pelo Brasil em 2016, o PR foi responsável por 35,4% e MG por 4,9% do total exportado pelo país.

Em relação à produção de ovos, o PR foi o terceiro maior estado produtor de ovos, com 288,24 milhões de dúzias, enquanto MG ocupou o segundo lugar com 914,29 milhões de dúzias. Em volumes exportados de ovos, o PR foi responsável por 0,06% do volume total, enquanto MG ficou com a cota de 40,09% do total de ovos exportados pelo Brasil.

No PR, onde 70% dos estabelecimentos estão registrados, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) mantém reuniões constantes com o Comitê Estadual de Sanidade Avícola (COESA), que congrega as principais empresas do Estado, além de outras entidades relacionadas.

“Fazemos reuniões com produtores rurais, palestras junto aos Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária, entre outras atividades”, explicou o médico veterinário Rafael Gonçalves Dias, que é gerente de Saúde Animal da Adapar.

Em MG, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) também tem orientado os produtores avícolas e realizado o referido registro que, atualmente, conta com a adesão de cerca de 65% desses estabelecimentos. Para ajudar os produtores, desde 2016, o IMA disponibiliza no seu site uma cartilha detalhada com o passo a passo para a efetivação do registro.

Para acelerar o registro das granjas, o IMA tem realizado ações especiais em que veterinários vão até as granjas, verificam o cenário atual e orientam os produtores para o registro. A mais recente foi realizada nos meses de junho e agosto em Pará de Minas, que concentra o maior número de granjas avícolas de todo o estado.

Cerca de 225 granjas avícolas comerciais ativas foram vistoriadas, o que correspondeu a aproximadamente 800 galpões, com 14 milhões de aves alojadas. “Na força-tarefa, tivemos a oportunidade de nos aproximar dos produtores e mostrar a verdadeira importância do registro das granjas avícolas”, argumenta a médica veterinária Izabella Hergot, que é coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola no IMA.

Ela ressalta que o Brasil está em estado de alerta para evitar a entrada do vírus causador da Influenza Aviária no país, principalmente depois dos focos registrados em granjas do Chile e dos Estados Unidos no primeiro semestre deste ano.

Da Redação




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