24 jul 2020

Marfrig terá cadeia de produção livre de desmatamento em dez anos

marfrig


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

A Marfrig, uma das líderes globais no mercado de carne bovina e maior produtora mundial de hambúrgueres, anunciou hoje o Plano Marfrig Verde+, cujo objetivo é garantir que 100% da cadeia de produção da empresa seja sustentável e livre de desmatamento nos próximos dez anos.

O plano, concebido em parceria com a instituição público-privada holandesa IDH – Iniciativa para o Comércio Sustentável -, foi apresentado a investidores, clientes, pecuaristas e ambientalistas do Brasil e do exterior durante um evento online, que reuniu as principais lideranças da empresa e representantes do mercado financeiro e da sociedade civil. Nos próximos dez anos, a Marfrig investirá R$500 milhões em ações de sustentabilidade.

Marfrig

“Estamos absolutamente convencidos de que só haverá um futuro promissor para aqueles que abraçarem a sustentabilidade”, diz Marcos Molina dos Santos, fundador e presidente do Conselho de Administração da Marfrig. “Somos pioneiros no nosso setor e, mais uma vez, queremos incentivar toda a cadeia a assumir um compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a preservação das nossas florestas.”

Com base na abordagem PRODUÇÃO-CONSERVAÇÃO-INCLUSÃO, o plano prevê uma conexão mais estreita com a cadeia de fornecimento, indo além das relações comerciais, melhorando assim o seu sustento e mitigando os riscos de desmatamento.

Muitas das ações serão simultâneas e interconectadas, e pressupõem um trabalho em rede, parcerias com associações representantes de pecuaristas, organizações da sociedade civil e academia, além de uma atuação conjunta com o Ministério Público. A sociedade poderá monitorar o ritmo de cumprimento das metas por meio de plataformas transparentes.

Até 2022, a Marfrig adaptará todos os seus sistemas para controle da cadeia e mitigação de riscos. Ainda neste ano, a empresa lançará o Mapa de Mitigação de Riscos de Fornecedores Indiretos, ferramenta que cruza vários mapas de presença de vegetação nativa com outros de produção pecuária.

Dessa forma, será possível determinar áreas de maior ou menor risco de supressão de biodiversidade. Também até o final de 2020, o sistema de geomonitoramento via satélite, hoje usado para a Amazônia, estará adaptado para monitorar o bioma Cerrado.

No período entre 2022 e 2025, a Marfrig liderará o programa de reintegração de produtores bloqueados, tornando possível que eles voltem a cumprir os critérios de sustentabilidade da companhia. Também será colocado em prática um programa de rede de assistência técnica, intensificação e restauração por meio de melhoria da pastagem, melhoria genética e da nutrição animal.

O apoio à iniciativa piloto liderada pela IDH, o Programa de Produção Sustentável de Bezerros, no Mato Grosso, é parte da construção desses modelos de assistência técnica. Além disso, juntamente as instituições financeiras, o Marfrig e a IDH estão coordenando a construção de crédito adequado às necessidades dos pecuaristas.

100% de rastreamento da cadeia na Amazônia

Até 2025, a meta é atingir a total rastreabilidade da cadeia de fornecimento da Marfrig na Amazônia. Nos próximos dez anos, a empresa deve fazer o mesmo com o Cerrado e os demais biomas, chegando assim ao desmatamento zero até 2030. Para que o programa ganhe escala e rapidez, a Marfrig promoverá uma articulação com os demais membros da cadeia de produção – produtores, governo, empresas do setor, sociedade civil, clientes, investidores e bancos.

“Acreditamos que apoiar o desenvolvimento de um programa de longo prazo para a cadeia da pecuária no Brasil é garantir a competitividade da produção de bovinos na cria, com base em sistemas inclusivos robustos, que sejam capazes de melhorar a vida do produtor com pacotes tecnológicos adequados, incluindo genética avançada e crédito justo”, diz Daniela Mariuzzo, diretora executiva da IDH e do Programa de Paisagens Sustentáveis da América Latina. “Como consequências, temos o aumento da produtividade, a geração de renda para as famílias e a menor necessidade de conversão de novas áreas de vegetação nativa em pastagens.”

 




MERCADO +

DataProdutoValor
14/09/2020 Congelado +
(kg)
R$ 5,68
14/09/2020 Resfriado +
(kg)
R$ 5,73

* ORIGEM BASTOS (SP)
DataProdutoValor
8 - 11/09/2020 Branco +
Vermelho +
(cx. 30 dúzias)
R$ 87,47
R$ 105,79

* ORIGEM BASTOS (SP)

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