29 maio 2017

Posição do IPC sobre o uso de antibióticos na avicultura

Posición del IPC sobre el uso de antibióticos en la industria avícola


AUTOR(ES)

María de los Angeles Gutiérrez

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

O Conselho Internacional de Avicultura (IPC) tomou uma decisão excepcional ao publicar a declaração de uma posição conjunta sobre o uso responsável de antibióticos na granja em um contexto de crescente pressão sobre a indústria.

A declaração é a seguinte: o IPC seguirá o curso científico para promover a redução, na indústria, do uso de antimicrobianos, ao mesmo tempo que também garantirá que, quando se utilizem antibióticos, se cumpram as diretrizes estabelecidas pelas organizações internacionais.
O IPC assinalou que a declaração estabelece “salvaguardas” para a eficácia do uso de antimicrobianos, assim como reconhece questões de resistência, bem-estar animal, segurança alimentar e preocupações dos consumidores.

Uma meta saudável

O presidente do IPC, James Sumner, também presidente do USA Poultry & Egg Export Council, afirmou que a declaração leva a indústria a implementar práticas que avancem na promoção de um objetivo, uma meta que conduza pessoas, animais a um planeta saudável.

Em um comunicado enviado à imprensa, James Summer informou: “O IPC reconhece que a resistência antimicrobiana é uma preocupação mundial e que a indústria avícola deve adotar práticas de manejo que reduzam o uso de antimicrobianos para os quais a resistência poderia representar um maior risco global”.

No ano passado, o IPC começou a trabalhar na declaração de uma posição pertinente ao uso de antimicrobianos, em uma reunião do grupo realizada em Portugal. O documento foi concluído em abril deste ano, após um encontro em Cartagena das Índias, Colômbia.

Uso transparente de antimicrobianos

O vice-presidente do IPC e vice-presidente da Associação Brasileira de Proteínas de Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que a administração antimicrobiana é “essencial”. Ele também salientou que:

“Como setor, devemos entender e controlar porquê quando utilizamos antimicrobianos, quais, quanto usamos, e comunicar de maneira transparente nossas ações”.

Também, o IPC reconheceu que os produtores e veterinários têm a obrigação de manter as aves saudáveis, o que pode incluir o uso responsável de antimicrobianos. Enfatizando que toda a cadeia avícola tem a responsabilidade de assegurar a minimização da possível contribuição da indústria ao desenvolvimento da resistência antimicrobiana.

O Conselho Internacional de Avicultura e seus membros se envolveram ativamente com organizações intergovernamentais, governos, e sócios para ajudar a construir uma política pública que trate do tema da resistência antimicrobiana. Por isso, o IPC trabalhará conjuntamente à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), à Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e à Comissão do Codex Alimentarius sobre recomendações normativas.

Após este posicionamento, o IPC tem recebido grandes elogios dos defensores da segurança alimentar por adotar uma postura para encorajar o uso mais responsável e limitado dos antibióticos na produção avícola.
Países membros do IPC: Austrália, Argentina, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia Egito França, Alemanha, Honduras, Itália, México, Nova Zelândia, Nicarágua, Nigéria, Panamá, África do Sul, Tailândia, Turquia, Reino Unido e EUA.



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