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Priscila Beck

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O Ministério da Agricultura da China reportou nessa terça-feira (26/6) um foco de Influenza Aviária Altamente Patógena H5N1, que levou à morte 1.615 frangos na província de Qinghai. O comunicado foi feito à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) pelo Dr Zhang Zhongqui, Diretor Geral do China Animal Disease Control Centre.

Segundo o informe da OIE, o caso começou a ser investigado em 12/6 e foi confirmado em 21/6 a partir de testes realizados pelo Laboratório Nacional de Referência para a Influenza Aviária de Harbin. Foi realizado, primeiramente, o isolamento viral, seguido de RT-PCR (técnica da reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa).

O último caso de Influenza Aviário reportado pela China foi a menos de um ano, em 10/10/17. Entre as medidas implementadas estão restrição do transporte de aves no interior do país, triagem, quarentena, destruição oficial dos produtos de origem animal, eliminação oficial de carcaças, subprodutos e dejetos de origem animal, abate sanitário, desinfecção, vacinação autorizada e nenhum tratamento dos animais afetados.

A ocorrência vem em meio a uma disputa comercial do país asiático com o Brasil em torno da carne de frango. No início do mês de junho, a China anunciou a imposição de direito antidumping provisório sobre as importações de carne de frango brasileira.

Desde o dia 9/6, os importadores chineses do frango brasileiro passaram a ter que depositar entre 18,8% e 38,4% do valor de suas compras. Ao todo, são 29 empresas brasileiras listadas pela China.

Na segunda quinzena do mês de julho está prevista a chegada de uma missão chinesa ao Brasil, com o objetivo de averiguar plantas frigoríficas de carne de frango envolvidas abrangidas pela disputa comercial. A informação foi passada no último dia 21/6 à aviNews Brasil, pelo diretor-executivo da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo Santin.

“A gente tem a esperança de que, com humildade, a China refaça os cálculos, reveja os dados”, informou Santin na entrevista. “Tenho certeza de que, com isso (a missão chinesa ao Brasil), eles vão refazer a sua ideia no sentido de não aplicar dumping ao Brasil”, completou.

A ABPA também aposta na falta de opções da China para encontrar fornecedores com a mesma capacidade de abastecimento do Brasil, considerando que os Estados Unidos estão impedidos de enviar o produto ao país asiático, também por problemas relacionados à Influenza Aviária.

Em 2017, a China absorveu 391,4 mil toneladas de carne de frango do Brasil, equivalente a 9,2% de tudo que o país embarcou no mesmo período, segundo a ABPA.



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