08 ago 2019

IC-Agro marca 111,3 pontos no 2º trimestre e indica otimismo

milho IC-Agro safra


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O IC-Agro (Índice de Confiança do Agronegócio) do 2º trimestre de 2019 ficou em 111,3 pontos, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, quando alcançou 111,9 pontos. O IC-Agro é um indicador medido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras).

Segundo divulgação da OCB, é a primeira vez que os resultados permanecem acima de 110 pontos por três trimestres consecutivos. A entidade destaca ainda que o índice não fecha abaixo de 100 pontos (considerada uma faixa pessimista pela metodologia do estudo) desde o 2º trimestre de 2018.

Segundo divulgação do IC-Agro, o período de entusiasmo começou com a melhora das expectativas em relação à economia brasileira a partir do último trimestre de 2018, mesmo que a recuperação econômica avance mais lentamente do que o esperado. A boa produtividade das principais lavouras na safra que está encerrando seria uma das razões para o otimismo detectado.

“Apesar da queda de 1,0 ponto no Índice de Confiança da Indústria (Antes e Depois da Porteira) no 2º trimestre (112,6 pontos), o resultado ainda representa a terceira melhor marca da série histórica”, aponta nota divulgada pela OCB. Segundo a entidade, a expectativa de uma solução para a questão da nova tabela de preços mínimos para os fretes teria influência sobre o otimismo da Indústria no referido período.

Entretanto, é importante ressaltar que este levantamento não captou os novos desdobramentos referentes ao tema, como a suspensão cautelar da resolução da ANTT que trata da aplicação da nova tabela para cálculo do piso mínimo de transporte de cargas, apenas dois dias depois da sua publicação“, salienta a nota.

IC-AGRO 2o trimestre 2019

IC-Agro 2o trimestre 2019 – * Antes da porteira = 17%; Dentro da porteira = 42% e Depois da porteira = 41% | ** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.

“Com isso, o país volta a sofrer com a insegurança jurídica trazida pela falta de solução para a questão do tabelamento do frete. As ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) sobre a tabela serão avaliadas em 4 de setembro pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e a decisão sobre o tema influenciará os ânimos de produtores, indústrias e cooperativas para a próxima tomada”, observou Roberto Betancourt, diretor-titular do departamento do agronegócio da Fiesp.

As empresas de insumos agropecuários (Antes da Porteira) compõem o segmento no qual o otimismo aumentou de forma mais relevante do 1º para o 2º trimestre, segundo o levantamento. Seu Índice de Confiança cresceu 3,2 pontos, chegando a 118,4 pontos.

Apesar de uma perda de entusiasmo com as condições atuais, as expectativas melhoraram no final do segundo trimestre, quando as vendas de fertilizantes e de defensivos agrícolas, até então atrasadas em relação às safras anteriores, começaram a avançar, reacendendo a expectativa de crescimento no mercado em 2019”, apontou Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.

Dados da pesquisa mostram ainda que o Índice de Confiança das empresas que atuam Depois da Porteira chegou a 110,1 pontos, ainda num patamar otimista, apesar da queda de 2,8 pontos em relação ao 1º trimestre do ano. “Os obstáculos para uma efetiva recuperação da economia brasileira pesaram para que essas empresas ficassem um pouco menos otimistas“, segundo avaliação da pesquisa.

Os produtores agropecuários mantiveram as expectativas em linha com a pesquisa passada, sendo que o Índice de Confiança permaneceu em 109,5 pontos. “A avaliação sobre os custos de produção foi um dos aspectos que impediu um aumento no nível de otimismo“, aponta a nota divulgada pelos organizadores da Pesquisa.

Houve alta de 1,0 ponto para o Índice de Confiança do Produtor Agrícola, que chegou a 111,6 pontos. “O otimismo foi puxado em parte pela melhora dos preços das principais commodities agrícolas ao longo do 2º trimestre – uma consequência direta da quebra de safra nos Estados Unidos devido às dificuldades causadas pela chuva no período de plantio, em maio e junho” avaliou Freitas.

Outro fator positivo foi o bom desempenho das lavouras brasileiras de milho safrinha, favorecido por condições climáticas próximas das ideais durante todo o período de desenvolvimento. Segundo as entidades organizadoras da pesquisa, “poderia haver mais entusiasmo se não fosse a perda de confiança com relação aos custos de produção – atualmente num dos patamares mais pessimistas desde que o índice começou a ser medido“.

A percepção a respeito do crédito rural também teria piorado já que boa parte das entrevistas foi realizada antes de o Ministério da Agricultura divulgar o Plano Safra, num período em que era esperado um eventual aperto no crédito. “No final das contas, o montante de recursos disponível se manteve praticamente igual ao da temporada passada, com juros um pouco mais altos“, aponta nota de divulgação.

Entre os pecuaristas, a confiança caiu 2,8 pontos, chegando a 103,3 pontos. Embora seja o menor nível dentre todos os segmentos pesquisados, é a primeira vez que o índice dos produtores pecuários se mantém otimista por três trimestres consecutivos.

Uma das razões para isso é uma relativa melhora nos preços, numa tendência de alta desde meados do ano passado. Isso acontece tanto na pecuária de leite, quanto na de corte, apesar de um recuo momentâneo nas cotações no início do segundo trimestre após as exportações para a China terem sido suspensas temporariamente devido à identificação de um caso atípico de BSE (encefalopatia espongiforme transmissível) no Mato Grosso.

Assessoria de Imprensa OCB – IC-Agro 2o trimestre

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