07 ago 2018

Hotraco apresenta abordagem sustentável do ácaro roxo das galinhas

hotraco ácaro roxo


AUTOR(ES)

Eddy Teenstra Wageningen Livestock Research

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

Provavelmente, os ácaros roxos das galinhas (Dermanyssus gallinae) são a maior praga na avicultura de postura em todo o mundo. De qualquer maneira, é a mais irritante para a galinha poedeira. É um ácaro astuto que, quando a galinha dorme, sai de seu esconderijo no escuro para chupar o sangue da galinha e voltar a se esconder rapidamente. E não o faz só, mas na maioria das vezes em milhares. As consequências podem ser imaginadas. Porém, há uma solução: a gestão integrada de pragas.

Como proprietário de galinhas poedeiras, muitas vezes você se dá conta da existência de uma praga de ácaros demasiadamente tarde, porque no escuro, justo quando emergem os ácaros, você não entra no galpão. A pulverização de veneno parece uma solução simples, porém, no fim e contraproducente.

Monique Mul, pesquisadora de saúde animal da Wageningen University & Research, explica por quê. Junto com seus colegas europeus, realizou pesquisas sobre os ácaros roxos das galinhas. Para realizar essas pesquisas, observou-se o ciclo de vida dos ácaros roxos das galinhas e analisou-se as consequências de uma infestação de ácaros. Em seguida desenvolveu-se um método integrado para fazer com que a população de ácaros fosse mais manejável. Uma parte importante disso foi o desenvolvimento de métodos preventivos e de um sistema de monitoramento e advertência confiável para o produtor de galinhas poedeiras.

Como vive o ácaro roxo das galinhas?

O ácaro roxo das galinhas é um ectoparasita aracnídeo, tão pequeno como o ponto de uma esferográfica (figura 1).

É comum em quase todo o mundo. O ácaro necessita sangue para completar seu ciclo de vida; para mudar de protoninfa para deutoninfa e para ácaro adulto, até botar ovos (figura 2).

ácaro roxo

Figura 1. O ácaro roxo das galinhas (Dermanyssus gallinae) aumentado 245 vezes (Wageningen
Electron Microscopy Centre).

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Figura 2. Ciclo de vida do ácaro roxo das galinhas.

O ciclo de vida é mais rápido e mais exitoso com o sangue da ave. O ácaro se esconde em orifícios e rachaduras, em lugares próximos onde dorme a galinha poedeira. Uma vez a cada poucos dias, no escuro do galpão, o ácaro se dirige à galinha para chupar seu sangue.

O ácaro se move através do poleiro e patas da galinha para chegar até o pescoço e lombo da ave. A galinha não pode alcançar esses lugares. Depois de meia hora a uma hora de sucção de sangue, o ácaro desce novamente ao assoalho e busca um refúgio; um orifício ou rachadura, estando presente na maioria dos galpões de galinhas poedeiras.

O ciclo total de ovo a ovo dura cerca de 8-10 dias nas temperaturas corretas. O ácaro roxo das galinhas produz entre 30 e 50 ovos no total. Nas condições ideais (hospedeiro, temperatura, umidade) uma população de apenas 2 ácaros adultos pode crescer para mais de 10 milhões em 17 semanas! No entanto, as temperaturas superiores a 45°C e inferiores a -20°C são mortais. Ainda que a vida média de um ácaro roxo das galinhas seja de apenas 20 dias, às vezes podem sobreviver mais de 9 meses devido à falta de hóspedes. “Portanto, manter o galpão vazio por um curto período de tempo, tampouco é uma solução”, diz Monique Mul.

Uma galinha poedeira, 2.000 ácaros roxos, o que fazer?

A pesquisa demonstra que no caso de uma infestação forte, pode haver entre 150.000 e 200.000 (!) ácaros roxos das galinhas. “Imagine-se como seria produtivo ter que dormir em um local com 2.000 mosquitos a cada noite, por exemplo”, alerta Monique Mul. Seria igualmente difícil dormir ainda que houvesse “apenas” 100 mosquitos. Não poderíamos aguentar muito tempo. A galinha poedeira tampouco.

Por conseguinte, tanto o bem-estar como a saúde das galinhas, assim como sua produção e a qualidade dos ovos, entram em uma espiral descendente, que inclusive, em casos extremos, pode acabar em morte (figura 3).

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Figura 3. Consequências de uma praga de ácaros roxos das galinhas.

Muitos ácaros roxos das galinhas em um galpão podem provocar estresse, bicagem agressiva, mortalidade, transmissão de doenças (como salmonela e gripe aviária), anemia, maior transformação dos alimentos e menor produção de ovos, assim como ovos com uma pior escala ou com manchas de sangue de ácaros triturados na casca do ovo. Isso permite que os ácaros roxos das galinhas transmitam uma infecção por salmonela ao lote seguinte. As pessoas também podem ser vitimadas.

Você não precisa sequer ter galinhas, porque esses ácaros também podem viver em ninhos de aves, tanto na casa como ao redor desta. Nos humanos, as picadas causam coceira e irritação da pele, reação alérgica.

“Especialmente quando os jovens começam a voar, os ácaros dos pássaros buscam um novo hóspede, mais próximo, por exemplo, os humanos”, explica Monique Mul.

Perdas econômicas invisíveis

Com base num levantamento, estima-se que a perda econômica gerada pelos ácaros roxos das galinhas nos Países Baixos era de 0,29 € por galinha no ano de 2005, enquanto no ano 2011 aumentou para 0,45 €. Esse aumento é resultado de uma maior retenção das galinhas e da proibição da debicagem. Portanto, o estresse causado pelos ácaros roxos das galinhas pode ter consequências mais graves. O prejuízo chega a aproximadamente 15% do saldo por galinha poedeira.

No mundo ocidental em particular, o problema com os ácaros aumentou enormemente como resultado do número limitado de opções de desinfestação legalmente permitidas e efetivas.

O veneno é contraproducente

Muitos dos pesticidas químicos (sintéticos) usados ​​no passado eram prejudiciais aos humanos, animais e/ou meio ambiente. Os produtos atualmente permitidos muitas vezes são apenas parcialmente eficientes, porque os ácaros apenas são tocados, ou não são tocados em absoluto, com agentes de contato.

Por um lado, porque os ácaros se escondem em orifícios e rachaduras, enquanto, por outro lado, buscam sugar sangue apenas uma vez a cada poucos dias. Além disso, os pesticidas químicos também se tornam ineficazes em pouco tempo, porque os ácaros podem criar resistência rapidamente. Em todos os casos, o aumento dos ácaros continua sem reduzir-se.

Apenas a gestão integrada de pragas é eficaz

Algo similar está acontecendo na agricultura e horticultura. Nessas áreas também há pragas.
Atualmente, busca-se controlá-las utilizando o método de gestão integrada de pragas (GIP) ou Integrated Pest Management (IPM).

Traduzido ao ácaro roxo das galinhas (figura 4), tenta manter controlada a praga de ácaros roxos das galinhas aplicando todo tipo de técnicas e métodos que têm os menores efeitos possíveis sobre os seres humanos, animais e meio ambiente.

Estruturalmente, sempre se trata da prevenção e determinação do tamanho da população (passos 1 e 2). “Para a prevenção, temos desenvolvido uma lista de verificação prática que permite aos produtores de galinhas poedeiras saber como os ácaros chegam em suas granjas, como se disseminam uma vez ali e como podem prevení-las”.

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Figura 4. Oito passos da gestão integrada de pragas de ácaros roxos das galinhas (©I. Vänninen LUKE, Finlandia)

O valor limite determina a ação

No entanto, se apesar das medidas preventivas o número de ácaros aumenta e excede determinado valor limite (passo 3), aplica-se o controle não químico (passo 4). Como o uso de ácaros predadores, aspirar os ácaros e enxaguar com água.

Apenas se usa um pesticida químico (sintético) se os demais meios não ajudarem e a quantidade de ácaros continuar aumentando (passo 5). Ainda assim, deve-se tentar aplicá-lo apenas em certos lugares (passo 6) alternando os diferentes agentes químicos com um mecanismo de ação diferente (passo 7). Sempre deve-se contar/monitorar a quantidade de ácaros. Desta maneira será possível saber quão efetivos são os produtos e os métodos (passo 8).

Contar a quantidade de ácaros roxos das galinhas é crucial para um controle efetivo

A GIP depende da determinação do tamanho da população de ácaros. Sem essa informação, o controle efetivo dos ácaros é impossível. Porém, contar ácaros é difícil e exige muito tempo, razão pela qual é um grande gargalo para aplicar a GIP. Depois de tudo, como se contam os ácaros que se escondem no escuro, sem muito esforço? A solução foi um contador automático de ácaros roxos das galinhas (figura 5). Ele atrai o ácaro para um refúgio artificial em um poleiro falso, onde um sensor “vê” e conta o número de ácaros. O contador automático de ácaros roxos das galinhas foi validado e parece que pode realizar um bom acompanhamento da população.

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Figura 5. O poleiro falso com o contador automático de ácaros roxos das galinhas da Hotraco.

Contagem e assessoria

Juntamente com a temperatura registrada simultaneamente, o tamanho da população atual em um modelo de população desenvolvido, se torna um prognóstico de crescimento ou diminuição da população. Um modelo econômico pode determinar o prejuízo esperado da população de ácaros. Por último, sobre a base dos dados dos modelos, um algoritmo oferece a assessoria de controle ao produtor avícola.

O contador automático dos ácaros roxos das galinhas, junto com os modelos correspondentes e com o algoritmo de assessoria para o produtor avícola, são comercializados por um terceiro.

Com o desenvolvimento da lista de verificação de prevenção, o contador automático de ácaros roxos das galinhas, ambos modelos e o algoritmo de assessoria, a Wageningen University & Research contribui para simplificar um enfoque sustentável do ácaro roxo das galinhas com a GIP. “Isso significa que o ácaro roxo das galinhas é abordado de maneira efetiva e sustentável, o que limita a formação de resistência e os resíduos não desejados nos ovos”, explica Mul.

 

Deseja obter mais informações? Acesse www.wur.nl \ vogelmijt Monique.Mul@wur.nl




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