04 dez 2017

Por que meu programa de biosseguridade não funciona?

biosseguridade

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O que é crítico em relação a qualquer programa de biosseguridade é que você tem que se comprometer em aplicá-lo em sua granja e assegurar-se de que seja praticado, de forma sistemática, por todos da empresa, sem exceções.

Em muitos casos, quando tudo está dito e feito, fala-se mais do que realmente se faz. Antes de começar a pensar que este artigo é sobre o que seu “vizinho” deveria estar fazendo e não você, por favor, continue lendo… Ainda que este artigo não trate de gestão ambiental, é importante lembrar que quando os perus estão estressados, ou suas defesas naturais estão em perigo pela exposição ao amoníaco, poeira ou água insalubre, é então mais fácil uma menor quantidade de bactérias afetar a saúde e o rendimento dos nossos lotes.

Quando existem muitas granjas em uma mesma região, é importante que todos participem com programas similares para diminuir o risco para todos; ou seja, um esforço cooperativo para reduzir o risco de enfermidades.

Algumas doenças são mais específicas da granja, como por exemplo E. Coli ou Bordetella. Elas não se disseminam facilmente de uma granja a outra, enquanto que outras, como a Influenza Aviária, Newcastle e micoplasmas, se propagam facilmente e requerem os esforços de todas as granjas contaminadas para eliminar estes agentes.

A doença resulta da interação entre as aves, o agente patógeno (bactérias, vírus, fungos) e o meio ambiente.

PASSOS NECESSÁRIOS PARA A ELIMINAÇÃO DE AGENTES PATÓGENOS NA GRANJA

1.- Obter um diagnóstico exato da doença

Para conhecer a melhor maneira de eliminar uma doença, temos que saber que agente ou agentes estão envolvidos. Somente a E. coli é causadora do problema, ou o lote também foi exposto a Bordetella ou Newcastle anteriormente? Se queremos nos livras dos problemas de E. coli, temos que abordar também outros patógenos que abrem as portas à E. coli. Alguns agentes patógenos têm suscetibilidades e potenciais únicos. Sabendo o que o agente é capaz de fazer, ficamos em uma melhor posição para focar os esforços para eliminá-lo da granja.

ARVET biosseguridadeEXEMPLO

Os clostrídios que causam dermatite/celulite podem formar esporos fazendo-as praticamente indestrutíveis, enquanto que a E. coli e a Salmonella são sensíveis à maioria dos desinfetantes ao contato.

DIFERENTES ENFERMIDADES SÃO TRANSMITIDAS POR DIFERENTES VETORES

Por exemplo, para a cólera aviária, a fonte principal são os roedores ou outras pragas de quatro patas, enquanto que para Bordetella o foco seria no sistema de água.

2.- Quando ocorre um surto de doença, deve-se revisar o programa de biosseguridade vigente para garantir que está sendo seguido da maneira correta

Isso significa que deve-se ter um programa de biosseguridade por escrito, que inclua os procedimentos de operação padrão (SOP – sigla em inglês) para qualquer coisa e qualquer pessoa que cruze os limites da área suja à limpa da granja, além de contar com especificações para o programa sanitário. Assegurar que os procedimentos sejam realizados corretamente pode significar a diferença entre a eliminação, com êxito, de um agente patógeno e o fracasso. Muitas vezes não é o que se faz, mas sim como se faz. Muitos programas excelentes fracassam porque não são aplicados corretamente.

EXEMPLO

A falta de eficácia na limpeza e desinfecção do sistema de água no galpão pode se dar devido à utilização do produto errado, concentração inadequada, ou implementação no momento equivocado. Se o programa é seguido corretamente, porém os problemas com a doença continuam, significa que o programa precisa ser mudado. Os agentes patógenos continuam adaptando-se, evoluindo e fazendo-se mais resistentes, o que significa que nossos programas para eliminá-los devem fazer o mesmo.

3.- Toda vez que os lotes saem da granja é uma oportunidade para eliminar os agentes patógenos da produção

É importante maximizar o tempo do vazio sanitário efetivo, que corresponde ao número de dias que um galpão limpo e desinfetado permanece desocupado.

Pode ser que o programa tenha que ser personalizado para algum agente patógeno específico, porém, no geral, deve-se implementar as seguintes medidas:

Se você está fazendo uma limpeza geral completa, retire a cama usada para longe da granja. Depositá-la dentro do perímetro da granja favorece a aparição do cascudinho, além do risco de a água contaminada poder alcançar o galpão.

bioplagen biosseguridade

Retire TODO o material orgânico (poeira, resíduos, penas). Se você está se preguntando se o galpão está suficientemente limpo, o mais provável é que não esteja… Se houve um problema sanitário em sua granja, convide novos olhares, mais frescos, a revisarem com rigor a limpeza das instalações antes de aplicar o desinfetante.

Não se esqueça de limpar e desinfetar as áreas da entrada aos galpões e, quando o tempo permitir, os reservatórios de ração.

Limpe e desinfete duas vezes as tubulações de água. Uma vez, antes de retirar a cama, e una segunda vez, antes do alojamento do novo lote. Apesar de os animais já não estarem no galpão, as bactérias nas tubulações de água continuam se multiplicando.

Lembre-se: é uma questão de números de bactérias.

bioseguridad-pavos biosseguridadeUma vez que o galpão tenha sido limpo e desinfetado, trate-o como uma área biossegura e não volte a contaminá-lo, antes ou durante o processo de colocação das aves.

Para certas enfermidades, as aves de mais idade, na mesma granja, podem ser o reservatório para o agente patógeno. Isto é assim para muitos dos vírus intestinais, Salmonella e Bordetella.

O atual sistema de criação de perus permitiu eliminar o coronavirus e a síndrome da enterite necrótica (PEMS).

lubing biosseguridade4.- Controle seus programas de biosseguridade e sanitários

O monitoramento lhe permitirá saber se os procedimentos aplicados são eficazes, em vez de apenas pensar que o são. Dependendo do desafio específico e se é estamos diante de um problema recorrente na granja, a consideração que se deve dar ao monitoramento é a seguinte:

  • Amostragem das tubulações de água em vez de obter amostras da água. Permite detectar níveis mais altos de bactérias.
  • Verificar diariamente os sistemas de sanidade da água ao final da tubulação. Seja qual for o produto ou sistema que se esteja utilizando, assegurar-se de que se estão alcançando os objetivos.
  • Amostragem dos galpões. Isto pode ser muito importante, especialmente em galpões de recria, pois as aves muito jovens são mais suscetíveis a desafios ainda mais modestos.
  • Populações de cascudinho. Assegure-se de que o produto e o método que está utilizando são efetivos. Leia o rótulo. Os cascudinhos podem desenvolver resistência. Se for necessário, considere o tratamento pontual com algum produto aprovado para uso, ainda com as aves dentro do galpão.
  • Armadilhas para roedores. Uma armadilha vazia é um desperdício. O simples fato de não existir cólera na granja não significa que o controle de roedores é adequado.
  • A sorologia de rotina de seus lotes indicará se estão sendo desafiadas e contribuirá para verificar a eficácia de seu programa de vacinação.

5.-Revise todos os resultados do monitoramento, de maneira regular, em relação ao rendimento de seu lote e faça as mudanças necessárias para alcançar suas metas

Lembre-se, se você não olhar, não encontrará. E é possível que perca a oportunidade de adorar medidas corretivas. Não deixe que um agente patógeno lhe diga se seus programas são eficientes ou não.

A sorologia de rotina ajudará a verificar a eficácia de seu programa de vacinação

Embora esse artículo se concentre em como se livrar dos agentes patógenos, uma vez que estejam instalados em sua granja, sempre deve-se revisar, em primeiro lugar, como chegaram à granja. Do contrário, será gasta uma grande quantidade de tempo e recursos na eliminação da enfermidade somente para que esta volte a aparecer.

EQUIPORAVE biosseguridade




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