15 nov 2017

Frango dos EUA poderá cruzar a fronteira ao México com ou sem TLCAN

Pollo de EE.UU. podrá cruzar la frontera hacia México con o sin TLCAN


AUTOR(ES)

María de los Angeles Gutiérrez

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

De acordo com o diretor executivo da Pilgrim’s Pride Corp., Bill Lovette, segundo maior processador de frangos dos EUA, o frango norte-americano continuará entrando no México, inclusive se houver alteração no Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TLCAN).  Ambos os países são interdependentes no que diz respeito à carne de aves, já que o México é o maior mercado para os exportadores norte-americanos. Ao mesmo tempo, o executivo destacou, em entrevista, que o país latino-americano está “muito consciente da inflação dos alimentos” e não quer que os cidadãos testemunhem alta nos custos – Bloomberg markets.

“México e EUA estão tão estreitamente vinculados que não acredito que vá ocorrer um impacto significativo, especialmente para o frango”, disse o diretor executivo da Pilgrim’s Pride Corp. “Encontraremos uma maneira de continuar atravessando o frango pela fronteira”, completou.

Os comentários surgem à medida que se avizinha a quinta rodada de negociações do TLCAN entre os servidores norte-americanos, mexicanos e canadenses. Diz-se que as conversações na Cidade do México começarão em 15 de novembro. Os Estados Unidos ameaçaram sair do acordo e a última rodada de negociações em Washington tornou-se polêmica já que os representantes norte-americanos apresentaram demandas controversas sobre artigos que incluíam produtos lácteos e automotores.

Exportações agrícolas

Grupos do setor agropecuário têm pressionado a Casa Branca para preservar o acordo comercial. O México também se encontra entre os maiores compradores estrangeiros de carne suína, milho e trigo dos Estados Unidos, além de as exportações serem vitais para compensar os excedentes internos recentes. As vendas de frango dos Estados Unidos ao seu vizinho do sul caíram este ano, em parte, devido à força do dólar frente ao peso, disse Lovette. Até setembro, as exportações recuaram 9,2% em 2017, num comparativo com o ano anterior, segundo mostram os dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

As ações da Pilgrim subiram para 9,6% em Nova Iorque, na quarta-feira passada, alcançando o nível mais alto desde janeiro de 2015, depois de a empresa reportar lucros ajustados por ação para o terceiro trimestre, superando todas as estimativas de analistas compiladas pelo Bloomberg. As vendas líquidas da empresa aumentaram 37% no trimestre em relação a 2016.

A processadora sediada em Greeley, Colorado, tem operações no México, o que pode ajudar a compensar o impacto de qualquer mudança na política comercial. A unidade teve um desempenho melhor que o esperado no terceiro trimestre e a expectativa é de que a demanda do México cresça à medida que os cidadãos com maior renda consumam mais proteína, disse a empresa na quarta-feira passada em uma entrevista para divulgar seus resultados.

Lovette também disse que não espera que os EUA recuperem o acesso de exportação à China no futuro próximo. A nação proibiu as exportações de carne de aves pelos EUA, desde o início de 2015, depois de um surto doméstico de gripe aviária.

Após a visita do presidente Donald Trump ao país asiático, o varejista comercial chinês, JD.com Inc.. se comprometeu a comprar US$2 bilhões em produtos norte-americanos, dos quais mais da metade são carne bovina e suína. De acordo com o secretario de Agricultura, Sonny Perdue, estão em processo de elaboração, planos de contingência para a indústria agrícola no caso de os Estados Unidos se retirarem do Tratado de Livre Comércio da América do Norte. O Washington Examiner disse que esses comentários chegam dias antes da quinta rodada de conversações do TLCAN, entre Estados Unidos, Canadá e México. Não tem havido progresso quantificável já que Canadá e México rechaçam as mudanças mais controversas propostos pela Administração Trump ao acordo. Isso faz com que a ameaça de colapso nas negociações seja una possibilidade real.




MERCADO +

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