04 dez 2017

FAO: Visão diante da ameaça de novos surtos de Influenza aviária

FAO: Visión frente amenaza de nuevos brotes de Influenza aviar influenza aviária


AUTOR(ES)

María de los Angeles Gutiérrez

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

De acordo com a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), aumenta o risco de novos surtos do vírus da Influenza aviária entre novembro e março. Tal razão cria a expectativa de mais episódios nos próximos meses, após os casos registrados na Ásia, África e Europa.

A especialista da FAO, Sophie von Dobschuetz, afirmou que várias cepas voltaram a ser endêmicas na China, onde estão sendo vacinados os planteis comerciais de aves com o objetivo de reduzir a circulação do vírus.

“Como esse país não está em condições de eliminar o vírus das populações de aves domésticas sacrificando-as, a vacinação ajuda a rebaixar a pressão do vírus e reduzir a exposição humana”, manifestou Sophie von Dobschuetz. No entanto, explicou que essa medida não evita que as aves sejam infectadas mas, ao menos assim, não adoecem e o risco de contágio diminui.-Agencia EFE. Em 2013, na China começou-se a detectar, pela primeira vez, casos de pessoas contagiadas pelo virus H7N9, capaz de causar doenças graves nos seres humanos. A maioria dessas pessoas havia visitado mercados de aves vivas ou tido contato com aves infectadas.

Em julho deste ano, uma análise da FAO alertava sobre o risco de essa cepa se introduzir em outras regiões da China e países terceiros pelo comércio. Isso representa ameaça à saúde pública e segurança alimentar, ante a alta probabilidade de contágio.

Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos quatro anos, foram confirmados 1.564 casos de infecções humanas pelo H7N9 em todo o mundo, incluídas ao menos 612 mortes. Outro tipo de vírus da Influenza aviária altamente patógeno, o H5N1, foi detectado desde 2003 em 860 pessoas, das quais 454 faleceram em 16 países, principalmente Egito e Indonésia.

A especialista da FAO, Sophie Von Dobschuetz, especificou que as aves selvagens abrigam de forma natural a Influenza aviária. A partir delas, segundo a especialista, os vírus podem ocasionalmente contagiar os planteis comerciais de aves e serem um problema para a cadeia produtiva, ocasionando perdas econômicas.
Sophie mencionou que as aves selvagens, que podem voltar a introduzir o vírus mais de uma vez e portá-lo por longa distância, tornaram possível que o H5N8 começasse a circular em 2016 na Europa e, este ano, na África.

Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), as cepas do H7N9, que voltaram a ser endêmicas na China, e do H5N1, em algumas partes dos continentes asiático e africano representam os “riscos mais significativos para a saúde pública”. Também na Coreia do Sul foi registrado um surto altamente patógeno de Influenza aviária, o que levou ao sacrifício de milhões de aves.

A especialista da FAO considerou que os serviços veterinários deveriam analisar a situação em cada país para tomar as medidas de controle apropriadas.

Para isso é necessário extremar a vigilância, investigar os casos suspeitos com provas de laboratório, notificar os surtos a tempo, ou manter as aves em espaços fechados para protegê-las do contato com as aves selvagens, foram outras de suas recomendações.

A Influenza Aviária é uma doença de origem viral que causa um impacto econômico devastador na avicultura comercial mundial. Se caracteriza por sua alta instabilidade antigênica; Influenza Aviária: um inimigo permanente para a avicultura comercial, – aviNews.

Cabe lembrar que, até agora, o vírus não foi transmitido entre humanos, somente a quem se expôs ao entrar em contato direto com aves infectadas. Além disso, o consumo de carne de ave bem cozida é seguro.



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