agosto 2019

USDA: Brasil deverá exportar 5% mais carne de frango em 2020

As exportações brasileiras de carne de frango devem crescer 5% e estabelecer novo recorde em 2020, segundo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Segundo o relatório divulgado no último dia 19/8, o aumento será impulsionado, principalmente, pela demanda mundial estável devido aos impactos negativos da gripe aviária e da febre suína africana na Ásia.

“Além disso, os mercados esperam que o produto brasileiro permaneça competitivo em termos de preço, com menos restrições sanitárias internacionais”, aponta o documento. “Embora o Brasil seja o maior exportador de carne de frango do mundo, continua a haver um forte impulso para abrir novos mercados e expandir os mercados atuais”, completa.

Atualmente, o Brasil exporta carne de frango para mais de 140 países, dos quais seis respondem por quase 60% de todas as exportações.

Segundo o relatório, a crescente demanda mundial por carne de frango causou um aumento de 7% no preço médio de exportação do produto brasileiro entre janeiro e julho de 2019, comparado ao mesmo período do ano passado. “Fontes do comércio indicam que os preços de exportação continuarão a aumentar no próximo ano, devido à demanda chinesa”, aponta o USDA.

Mercados

Apesar da questão relativa à certificação Halal, segundo a análise do USDA, as importações de carne de frango do Brasil pela Arábia Saudita, aumentaram mais de 5% no período de janeiro a julho de 2019, comparado ao mesmo período do ano anterior. “Embora o crescimento deva continuar até o próximo ano, espera-se que ele siga uma trajetória mais lenta“, ressalta o Departamento.

Segundo informações da SALIC (Saudi Agricultural and Livestock Investment Company), responsável pela segurança alimentar da Arábia Saudita, o Brasil é considerado seu mais importante fornecedor de alimentos, “embora no longo prazo as importações de carne bovina devam superar o frango”. Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita está buscando mais auto-suficiência no mercado de frango, ao mesmo tempo em que a SALIC investiu pesado no mercado de carne bovina no Brasil.

Além de China e Hong Kong, as boas expectativas do mercado estão depositadas no Oriente Médio, para onde se projeta uma crescente demanda, principalmente nos Emirados Árabes Unidos. Angola, Chile, Iraque, África do Sul, Coréia do Sul, Vietnã, Taiwan, Nigéria e Índia, por sua vez, têm sido alvo de intensa promoção da carne de frango brasileira.

“Os exportadores acreditam que esses mercados oferecem boas oportunidades para aumentar as importações de carne de frango do Brasil”, aponta o relatório do USDA. Um programa de promoção para produto brasileiro nesses mercados para o período 2020-2021 foi assinado recentemente.

O acordo entre União Européia e Mercosul também chama a atenção dos analistas de mercado. Isso porque o acordo comercial estabelece uma cota de 180 mil toneladas métricas (meio com osso e sem ossos) para o Bloco a uma tarifa zero, a ser implementada nos próximos seis anos.

Os exportadores brasileiros podem colher benefícios substanciais da cota, uma vez que o Brasil já é o maior fornecedor de frango do Mercosul para a União Européia”, aponta o USDA.

Produção

A produção de carne de frango em 2020 deverá crescer 2,5%, para 13,975 milhões de toneladas métricas, segundo a análise do USDA. O crescimento deverá ser impulsionado, principalmente, pelo aumento da demanda global, especialmente da China, mas também pela maior demanda doméstica.

Outros fatores que contribuem para as perspectivas otimistas para o próximo ano incluem:

  • os custos de alimentação deverão permanecer estáveis ​​devido ao recorde projetado de 2019/2020 de soja e safras de milho;
  • um número acima da média no alojamento de pintos de um dia para engorda (refletindo dos produtores);
  • o peso vivo médio das aves continua a crescer devido à melhoria genética e aos preços competitivos do produto brasileiro; e
  • o último fator pressupõe uma taxa de câmbio média acima de R $ 3,85 por dólar norte-americano.

A produção de carne de frango em 2019 permanece inalterada, segundo o relatório do USDA, em 13,635 milhões de toneladas.

 

Diamond V

NEWSLETTERS

Revista Digital, Boletins Semanais, Acesso aos PDFs

Cadastro

Revista aviNews Brasil
Ed. aviNews Junho 2019