10 abr 2017

Investigação constata excesso de água em frangos



AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

Excesso de água em frangos processados pela BRF unidade de Mineiros (GO) e Frango DM foi um dos problemas detectado pela auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), realizada nos 21 estabelecimentos que estavam sob suspeição desde a deflagração da Operação Carne Fraca. Segundo o secretário-executivo do Ministério, Eumar Novacki, foram recolhidas 302 amostras de produtos, de forma preventiva.

Em entrevista coletiva realizada na última quinta-feira (6/4), Novacki  afirmou que do total de amostras coletadas, 31 (10,2%) apresentaram problemas de ordem econômica, como a adição de água além do permitido na produção de frangos. Para o secretário, tais problemas não são necessariamente fraudes, mas a não observância de normas técnicas.

“Todos os indícios de crime, seja contra a saúde pública ou de ordem econômica, serão encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Federal para devidas providências. Nós, no Mapa, estamos limitados à esfera administrativa, cabendo à Justiça e à Polícia Federal investigar, prender, processar e condenar”, observou Novacki.

Bovinos e Suínos

Outras oito amostras (2,6%), segundo o MAPA, tiveram “pequenos problemas, mas capazes de afetar a saúde pública”. Dessas amostras, sete laudos se referem a hambúrgueres contaminados por Salmonella, produzidos pelo frigorífico Transmeat (SIF 4644), dono da marca Novilho Nobre.

Todas as amostras foram enviadas para análise em unidades do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) do Ministério da Agricultura. Os lotes do produto recolhidos no dia 23 de março serão obrigatoriamente descartados e destruídos, sob supervisão de técnicos do Mapa, e essa linha de produção da empresa foi fechada.

As 31 amostras com problemas de ordem econômica referem-se a embutidos, onde foi encontrado ácido sórbico, conservante proibido em salsichas e linguiças. Esses produtos saíram dos frigoríficos Souza Ramos, no município de Colombo (PR), e já foram recolhidos. Foi comprovado ainda excesso de amido em salsichas produzidas pelo frigorífico Peccin, de Curitiba (PR) e de Jaraguá do Sul (SC).

Também foi constatada a presença da bactéria Estafilococus Coagulas Positiva na linguiça cozida produzida pelo Frigorífico FrigoSantos (SIF 2021). “Esta análise só ficou pronta hoje pela manhã, sendo determinado o recolhimento preventivo da linguiça e interdição desta linha de produção”, disse o secretário-executivo.

O Mapa iniciou o procedimento para cancelar o SIF dos frigoríficos Peccin (SIFs 825 e 2155) e do Central de Carnes (SIF 3796). “Outros frigoríficos também poderão ter o registro cassado, na medida em que nossas auditorias avancem. Todos os que erraram terão de pagar pelo erro. Não importa se são grandes ou pequenas empresas”, alertou Novacki.

Por orientação do ministro Blairo Maggi e pelo fato de a força-tarefa haver encerrado os trabalhos antes das três semanas previstas, nos estabelecimentos citados na Operação Carne Fraca da Polícia Federal, o Mapa vai intensificar a fiscalização e antecipar o calendário de auditorias. Já estão sendo realizadas ações em Pernambuco, Bahia, Tocantins, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

As equipes de fiscalização nesses estados terão rodízio com troca de posições e até possíveis substituições de superintendentes. “Queremos que essas auditorias nos deem a situação real de como estão funcionando os serviços de inspeção em cada estado. Todos os resultados serão divulgados e compartilhados com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal”, garantiu.

Para reconquistar a confiança dos mercados e mostrar a robustez do sistema de fiscalização de produtos de origem animal do Brasil, o secretário-executivo irá viajar, entre os dias 17 e 27 de abril, para se reunir com autoridades dos governos do Irã, Egito e Argélia. Em maio, o ministro Blairo visitará a China, Hong Kong, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Europa para intensificar as negociações com importadores da carne brasileira.




MERCADO +

DataProdutoValor
18/01/2021 Congelado +
(kg)
R$ 5,86
18/01/2021 Resfriado +
(kg)
R$ 6,20

* ORIGEM BASTOS (SP)
DataProdutoValor
11-15/01/2021 Branco +
Vermelho +
(cx. 30 dúzias)
R$ 94,62
R$ 110,24

* ORIGEM BASTOS (SP)

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