29 maio 2017

A contribuição da Embrapa para a eficiência da avicultura brasileira



AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

 

Se o Brasil é hoje um dos mais eficientes e sustentáveis produtores de alimentos do planeta, muito disso se deve a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Desde a sua criação, em 1973, a Empresa se tornou um dos grandes pilares do desenvolvimento do agronegócio, com inestimáveis contribuições ao setor. Foi o arsenal tecnológico desenvolvido pela Embrapa, por exemplo, que permitiu ao País criar um modelo de agricultura e pecuária tropical genuinamente brasileiro, possibilitando, inclusive, a incorporação de uma extensa área de terras degradadas dos cerrados aos sistemas produtivos, região que hoje responde por quase 50% da produção de grãos do País.

No segmento pecuário sua colaboração não foi menos expressiva. Desde a sua criação, o Brasil quadruplicou sua produção de carne bovina e suína e ampliou em 22 vezes a oferta de carne de frango. Não é exagero afirmar que o setor avícola não teria a excelência e pujança que tem hoje sem o auxílio da Embrapa.

Em entrevista ao aviNews, Janice Zanella, chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, fala sobre o papel da Unidade para o desenvolvimento da avicultura brasileira, elenca as principais linhas de pesquisa desenvolvidas atualmente e, entre outros assuntos, comenta os principais desafios do setor avícola nacional. Os principais trechos da conversa você confere a seguir.

AN – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária é um dos principais pilares do desenvolvimento da agricultura e pecuária brasileira. Poderia falar sobre o papel da instituição para o desenvolvimento tecnológico da produção de aves no Brasil?

Janice Zanella – Em 2017, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) completa 44 anos. A Embrapa Suínos e Aves surgiu em 1975, como Centro Nacional de Pesquisa de Suínos, e apenas em 1978 começou a desenvolver pesquisas na área avícola. Desde então tem colaborado significativamente para o desenvolvimento tecnológico da avicultura brasileira. Existe um trabalho de um consultor português que aponta uma contribuição da Embrapa Suínos e Aves de 40% no desenvolvimento da suinocultura e de 20% na avicultura. Ou seja, os avanços tecnológicos e produtivos destes dois importantes setores foram viabilizados, em grande medida, pelos estudos, pesquisas e descobertas realizados pela Embrapa. A avicultura é uma atividade muito dinâmica. Assim como a suinocultura, a cadeia avícola é muito organizada. E as coisas acontecem muito rápido. A Embrapa Suínos e Aves está atenta às tendências do setor e procura produzir conhecimento e atuar na fronteira da ciência avícola.

AN – Como a senhora mesma frisou, a Embrapa tem um histórico de contribuições muito grande no desenvolvimento da avicultura e suinocultura brasileiras. Poderia falar um pouco sobre a história da Embrapa Suínos e Aves. Desde que a unidade foi criada os avanços foram muito significativos?

Janice Zanella – Os avanços foram muito grandes. Uma das características da Embrapa, que também é responsável direta pelo seu sucesso, é sua estreita relação com o setor no qual atua. Todos os nossos Centros de Pesquisa estão localizados nas regiões produtivas. A Embrapa como um todo tem 46 Centros de Pesquisa distribuídos em todo o País. São centros de produtos, ecoregionais e de serviços.

A Embrapa Suínos e Aves, por exemplo, está instalada no município de Concórdia, em Santa Catarina, que fica numa região que é sede das principais agroindústrias e cooperativas produtoras de aves e suínos e berço do sistema de integração, que é um modelo de muito sucesso. Tanto as empresas como as cooperativas surgiram para dar apoio aos produtores que, tradicionalmente, trabalhavam com suínos e aves na mesma propriedade. Essa proximidade nos permitiu aproveitar a tradição da região desenvolvendo pesquisas e tecnologias para fortalecer o produtor, mas ao mesmo tempo criando condições para atuar nacionalmente. Ou seja, nos valemos da tradição da produção, propondo melhorias, mas também desenvolvemos conhecimento científico para possibilitar a expansão da atividade avícola para outras regiões do País.

AN – E em termos de pesquisa na área da avicultura, quais eram os desafios há 40 anos e como se deu a evolução em relação ao que se trabalha hoje?

Janice Zanella – A Embrapa, tradicionalmente, em todos os seus centros de pesquisa, teve como foco o melhoramento animal e vegetal. No nosso caso não foi diferente. Nossas primeiras pesquisas na área avícola foram voltadas ao desenvolvimento de linhas genéticas nacionais, tanto na área de frangos de corte como de postura.

Hoje a genômica é uma tendência muito forte. Ela tem uma importância muito grande na pesquisa, principalmente para melhorar a produção, através da edição gênica. Hoje nosso foco principal não é o lançamento de novas linhagens. Desenvolvemos linhagens para alguns nichos de mercado, mas o que fazemos na área de melhoramento, principalmente de frangos de corte e poedeiras, é apoiar o Programa Nacional de Melhoramento Genético. Temos parcerias com diferentes empresas. Atuamos principalmente na área de genômica, ou seja, na área da ciência básica, trabalhando para evitar alguns problemas de saúde, de produção, alguns problemas metabólicos, que podem ser originados por fatores genéticos.

AN – Então, no início, o melhoramento genético das aves era a área de pesquisa mais importante…

Janice Zanella – Sim, mas além do melhoramento genético, sempre desenvolvemos pesquisas nas áreas de nutrição e manejo, sanidade, ambiência, conforto animal, isso tudo sempre foi muito importante e, hoje em dia, recebem atenção total em nossa unidade. A parte de conforto e bem-estar animal, por exemplo, não é apenas uma exigência do consumidor, mas uma necessidade do setor de, através da garantia de bem-estar animal, promover a melhora dos índices de produtividade das propriedades. Na área de sanidade animal o foco também mudou. Antes os estudos estavam muito mais voltados para o controle de algumas enfermidades, melhorias na biosseguridade das granjas, e hoje vemos uma tendência muito maior no controle das doenças com o uso racional de antibióticos. Isto é, evitar o uso abusivo e, principalmente, o desenvolvimento de resistência antimicrobiana. 

AN – A redução do uso de antimicrobianos é um tema bastante em voga atualmente na produção animal. Como a senhora analisa essa exigência?

Janice Zanella – Essa é uma exigência crescente. Muitos países adotaram essa postura quanto à administração desse tipo de aditivo. A própria Organização Mundial de Saúde tem feito apelos para a redução do uso de antibióticos, tanto para a saúde humana quanto para a saúde animal. O objetivo é evitar resistência antimicrobiana. Trata-se de uma tendência muito forte. Diante disso, temos realizado muitos estudos para promover melhorias no manejo, na biosseguridade, na nutrição, na genética, que possibilitem a redução do uso desse tipo de substância. Para evitar o uso exagerado, digamos, de antibiótico.

AN – O surgimento de doenças emergentes é outro ponto sensível do setor, não?

Janice Zanella – Sem dúvida, temos visto nos últimos anos a emergência de várias doenças. Há bastante enfermidades novas. E mesmo as doenças que achávamos que não causavam mais problemas estão reemergindo de uma forma diferente, não só na avicultura como na saúde humana. Vejamos o exemplo da Febre Amarela no nosso País e mesmo de outras doenças como a Chikungunya, dengue etc. São doenças que têm surgido, a maioria zoonoses, ou seja, que podem ser transmitidas do homem para o animal e vice-versa, e que precisam de total atenção.

AN – A questão das mudanças climáticas também tem influenciado as pesquisas?

Janice Zanella – Sim, essa é uma tendência com a qual o mundo inteiro está preocupado. O clima no mundo está melhorando, o regime de águas, das chuvas, está mudando e tudo isso precisa ser observado. O reuso da água, como vamos aproveitar melhor o recurso água, não só reutilizando, mas fazendo o uso racional, tudo isso tem influenciado a forma como se produz aves.

Temos um grupo de pesquisadores que trabalha com todas essas tendências. Todas as nossas unidades da Embrapa, as 46 unidades da Embrapa, contam com um Comitê Assessor Externo formado por líderes e grandes atores em vários setores. Por exemplo, na nossa Unidade temos representantes das agroindústrias, das cooperativas, da Associação Brasileira de Proteína Animal, das associações dos produtores, professores universitários, do Ministério da Agricultura. Enfim, esse grupo nos ajuda a mapear e entender as demandas do setor.

AN – E por falar em demandas, em sua opinião, quais os principais desafios da avicultura brasileira hoje?

Janice Zanella, chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves

Janice Zanella – Vejo vários desafios. A avicultura brasileira é muito desenvolvida e, por conta disso, chama muita atenção para si. O Brasil está sempre no foco e vai ficar cada vez mais. Estudos revelam que o Brasil vai ocupar em torno de 40-45% da produção e exportação de carne no mundo. Na avicultura somos os maiores exportadores do mundo. Isso atrai os olhos do mundo para nós. Diante desse cenário, entendo que precisamos de uma marca forte.

O Brasil precisa ter uma marca forte e garantir que o nosso produto é saudável, seguro, que os nossos sistemas são eficientes, que nossos processos são rigorosamente controlados, que temos controle do que fazemos. Isso precisa estar claro. Não chegamos até aqui por acaso. O agronegócio brasileiro chegou onde está porque somos muito competentes e competitivos. Temos muitos pontos fortes a nosso favor. Temos grãos, um vasto território nacional, sabemos produzir em vários biomas diferentes, temos água, gente capacitada, ótimos produtores e técnicos, empresas fortes, temos um sistema robusto de integração, temos genética, produtividade, enfim, sabemos produzir como ninguém. E temos também um atributo que é muito importante, mas ao mesmo tempo um de nossos maiores desafios, que é a sanidade de nosso rebanho. Nosso status sanitário, tanto na avicultura como na suinocultura, é excelente. Quando comparados aos grandes países produtores damos um show. Não temos doenças graves como eles têm.

AN – Esse é o caso da Influenza Aviária, por exemplo. O Brasil é o único grande produtor mundial livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade…

Janice Zanella – Exatamente. Nosso País é livre dessa doença. O Ministério da Agricultura tem um programa nacional específico para essa enfermidade, que tem recebido o apoio das indústrias para fazer capacitação dos seus agentes. Trata-se de um programa bastante abrangente. Temos um laboratório de referência de Influenza e de Doença de Newcastle, que é o Lanagro de Campinas. É um laboratório de referência da Organização Mundial de Sanidade Animal, a OIE. E isso é um diferencial muito grande. Isso nos permite fazer nossas análises aqui dentro do Brasil.

AN – A Embrapa ajudou a capacitar esse laboratório, não? 

Janice Zanella – Sim, a Embrapa Suínos e Aves teve participação ativa na capacitação desse laboratório. A pesquisadora Liana Bretano, trabalhou dentro do Lanagro por três anos ajudando a padronizar suas técnicas de diagnóstico, auxiliando o laboratório a instituir essa parceria junto a OIE. E hoje o Lanagro é reconhecido como laboratório de referência e isso é muito importante para o Brasil. Além disso, temos em nossa Unidade de Concórdia (SC) um laboratório de nível 3 de segurança, que chamamos de NB3. Em caso de emergência, esse laboratório NB3 tem capacidade de prestar serviço de diagnóstico para a região Sul do Brasil. Ou seja, tem capacidade para apoiar o Lanagro no caso de uma eventual emergência sanitária.

Soma-se a essa estrutura laboratorial, o CEDISA, que é um Centro de Diagnóstico em Saúde Animal, que é um laboratório que tem o reconhecimento do Ministério da Agricultura para diagnóstico especializado em suínos e aves. Isso habilita o CEDISA a prestar um apoio muito importante para esses dois setores no que diz respeito a sanidade. Toda essa estrutura confere ao Brasil um apoio muito maior na área de diagnóstico e também da vigilância sanitária, algo que não tínhamos a 15 anos atrás.

AN– Por falar em Influenza Aviária, como a senhora vê os casos do avanço da doença pelo mundo, ele é preocupante?

Janice Zanella – É muito preocupante. Até porque são vários vírus circulando pelo mundo. E o vírus de Influenza Aviária tem uma grande capacidade de fazer rearranjo genético. Isso significa que ele pode mudar muito rapidamente. E os focos da doença em algumas regiões estão próximos a locais onde existem aves migratórias e isso merece muito cuidado. O Brasil, por ter território amplo, por ter dimensões continentais, precisa redobrar sua atenção. Temos muitas áreas, de lagos, lagoas, que são rotas de aves migratórias. Por isso, temos que intensificar nossa vigilância, aperfeiçoar continuamente nossas técnicas de diagnóstico e estar preparados para agir rapidamente no caso de uma eventual entrada do vírus por aqui.

AN – Na opinião da senhora, o Brasil está preparado para lidar com a eventual entrada do vírus de Influenza Aviária por aqui?

Janice Zanella – Sim, o Brasil está. Temos um plano [Plano de Prevenção e Monitoria de Influenza Aviária] bastante abrangente e robusto. Como lhe falei, temos uma estrutura laboratorial de referência e uma ação coordenada entre a indústria, setor produtivo e governo muito atuante e que ajuda a divulgar medidas de prevenção e controle junto aos produtores.

AN – A Embrapa Suínos e Aves tem inúmeras contribuições prestadas para o desenvolvimento da avicultura no Brasil. Por outro lado, a atividade é muito dinâmica e requer contínuos investimentos em pesquisa. Qual o papel da Embrapa Suínos e Aves hoje?  

Janice Zanella – Somos uma empresa de inovação tecnológica focada na geração de conhecimento e tecnologia para avicultura brasileira. Cerca de 50% do financiamento de nossas pesquisas vem do Tesouro Nacional. Ou seja, a Embrapa lança Editais de Pesquisa e os nossos pesquisadores submetem seus projetos dentro das linhas desses editais, que fazem parte do Plano Diretor da Embrapa (PDE). E a partir do PDE montamos nossa agenda de prioridades. Atualmente, nossa agenda de prioridades contempla pesquisas em diferentes áreas da atividade avícola, como sanidade, genética, manejo e ambiência, nutrição, bem-estar animal, tanto na área de frangos de corte como de poedeiras. Temos vários projetos em andamento, em diferentes áreas, tanto de pesquisa básica, como pesquisa aplicada e desenvolvimento [de novos produtos e tecnologias], transferência e validação de tecnologias. Desenvolvemos ainda pesquisas e cooperações técnicas em parceria com empresas privadas. Atuamos também em projetos ligados ao Ministério da Agricultura, do Meio Ambiente e em parcerias internacionais. Esse formato tem nos permitido desenvolver pesquisas e ações importantes.

AN – Em que tecnologias os pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves estão focados na área avícola atualmente? Como funciona esse trabalho?

Janice Zanella – Nossa equipe está organizada em núcleos temáticos. Temos em nossa Unidade um grupo de 55 pesquisadores, e cerca de mais 50 analistas, que são pesquisadores também, mas num nível de apoio. Esses núcleos temáticos estão divididos em duas frentes: Sanidade e Produção. Na parte de sanidade avícola nossa equipe trabalha em diferentes linhas de pesquisa, como por exemplo, as doenças das aves, que foca tanto as enfermidades tradicionais como as emergentes e exóticas, que podem trazer risco para a saúde humana e animal, e nos patógenos que têm influência para a segurança dos alimentos, como campylobacter, salmonelas etc.

Atuamos na área de genética e genômica, principalmente para a melhoria da produtividade e apoio ao Programa Nacional de Melhoramento Genético. Temos hoje em dia, por exemplo, uma poedeira de ovos castanhos, que tem uma produtividade muito elevada. O ciclo produtivo dela é mais longo, o que elimina a necessidade de fazer a muda forçada. Ela tem uma eficiência alimentar muito grande, é uma ave muito bonita, forte e que tem a dupla aptidão. Os machos podem ser usados para corte.

Estamos também realizando estudos que possibilitem e sustentem a redução do uso de antibióticos na avicultura. A resistência antimicrobiana é uma linha de pesquisa que temos priorizado. Temos trabalhado muito também nas áreas de bem-estar animal e ambiência, focando no conforto animal, principalmente para que o animal continue desempenhando com saúde, que não tenha perdas, fratura. Essa é uma área que tem uma tendência enorme no mercado, que é proporcionar maior bem-estar às aves, através de sistemas cage free, livres de gaiolas, e os pesquisadores têm trabalhado bastante para melhorar o conforto do animal. Manejo, boas práticas e ambiência é outra área importante e que tem merecido bastante atenção. Temos investido no desenvolvimento de aviários modernos, versáteis, transportáveis, de baixo custo. O uso de computadores e aplicativos para monitoramento, avaliação em tempo real das aves é outro foco importante de nossos estudos. A parte de automação do processo produtivo é uma linha de pesquisa que pretendemos atuar, principalmente na questão de apanha de aves. Enfim, são várias as linhas de pesquisa desenvolvidas aqui na Unidade.

AN – Nas áreas de nutrição e meio ambiente vocês têm desenvolvido alguma coisa?

Janice Zanella – Sim, temos desenvolvidos pesquisas na área de nutrigenômica, o uso de algumas enzimas exógenas, principalmente para melhorar não só o consumo, mas a produtividade, maximizar a produção e reduzir os custos. Temos realizado estudos com nanotecnologia, com nanoprodutos, para fortalecer a casca dos ovos. Isso permitirá ao Brasil ampliar suas exportações de ovos férteis, pois os ovos ficam viáveis por mais tempo, já que evita problemas de contaminação.

Na parte de meio ambiente, temos trabalhado muito toda essa questão de sistemas. Há uma demanda enorme por um sistema de produção mais sustentável, que atendam às normas ambientais, tanto a questão da gestão da água, como o tratamento, destinação dos resíduos, das camas, dos dejetos, carcaças, até resíduos de frigoríficos. Nosso portfólio de pesquisa é bastante amplo.

AN – Para finalizar, gostaria de saber se a Embrapa Suínos e Aves tem algum projeto engatilhado, prestes a sair do papel.

Janice Zanella – Dentre os últimos projetos que encaminhamos estão a reutilização de cama de aviários, o desenvolvimento de alguns aplicativos e o abatedouro móvel para aves, que estamos validando. O abatedouro móvel é uma tecnologia que já lançamos para suínos, pequenos ruminantes, peixes e agora vamos lançar para frangos. Trata-se de um caminhão frigorífico, um contêiner em cima de um caminhão, todo em inox, especialmente elaborado para realizar o abate de frangos. Ele não foi desenvolvido para substituir os abatedouros normais, mas é uma opção para regiões, comunidades, nas quais não existem muitos frigoríficos, como no Nordeste por exemplo. Outro projeto é o uso da nanotecnologia na produção de ovos e no desenvolvimento de vacinas. Pretendemos trabalhar também com a nutrição in ovo. Isto é, promover uma intervenção ainda na fase embrionária das aves, quando o pintinho está ainda dentro do ovo. Esse é um campo bastante promissor, tanto para a nutrição como para a imunonutrição. Também estamos pensando no lançamento de uma nova poedeira, mas isso ainda é um projeto futuro.

Da Redação

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