AUTOR(ES)

Michael Czarick et al.

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

Os controladores de galpão mais comuns dirigem a operação dos equipamentos de ventilação ou calefação baseados quase exclusivamente na temperatura. Há controladores que podem ajustar as taxas de ventilação mínima com base nos níveis de umidade.

Quando se trata de operar o sistema de calefação através dos exaustores, o modo de ventilação (ventilação por inlets ou saídas vs. ventilação por túnel) e as paredes evaporativas, as decisões normalmente se baseiam apenas na temperatura do ar.

Fatores que afetam o conforto térmico das aves

Aumento da umidade

Conforme aumenta a umidade, a ave perderá calor através da respiração e continuará sentindo calor, mesmo que a temperatura dos galpões não tenha mudado.

Aumento da velocidade

Conforme aumenta a velocidade do ar, as aves sentirão mais conforto, mesmo que a temperatura do ar não tenha mudado significativamente.

Umidade relativa

Para que uma temperatura de 24 °C chegue a ser excessiva para aves em idade de comercialização, é preciso que outros fatores, como a umidade relativa, acompanhem esta temperatura

Uma temperatura de 24 °C em ausência de movimento de ar e com uma umidade de 90% provavelmente causará estresse calórico nas aves, enquanto uma velocidade de ar de 213,36 metros por minuto e uma umidade de 20% provavelmente causarão estresse por frio.

Um controlador de ambiente pode não fazer um bom trabalho em dar conforto às aves caso não se considere a umidade relativa e a velocidade do ar ao programá-lo

 

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A importância da densidade das aves

Ainda que a maioria dos produtores saibam que a umidade e a velocidade do ar podem afetar o conforto térmico das aves, um fator que comumente se subestima é a densidade das aves.

A Figura 1 ilustra a média da temperatura interna em dois grupos de frangos de corte de 7 semanas de idade em um ambiente com 24 °C, alojados em duas diferentes densidades: 0,18 m2/ave e 0,24 m2/ave. A umidade relativa neste exemplo era de 75%, e o movimento de ar era o mesmo nas duas densidades. Não havia ventiladores para circulação de ar durante o estudo, que teve uma duração de dois dias. Ainda que a temperatura ambiental, a umidade relativa e o movimento de ar fossem os mesmos para os dois grupos de aves, as temperaturas corporais internas resultaram muito diferentes entre os dois grupos, a depender da densidade.

A temperatura média das aves no grupo com baixa densidade ficou normalmente entre 41,1 e 41,6 °C, enquanto a temperatura corporal no grupo com a densidade mais alta foi cerca de 0,5 °C maior.

Ainda que 0,5 °C não pareça muito, é necessário um aumento de cerca de 1,5-3 °C na temperatura ambiente para gerar um aumento de temperatura corporal interna equivalente a 0,5 °C.

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Figura 1. Temperatura corporal interna em aves com alta e baixa densidade (temperatura ambiente de 24 °C)

 

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Figura 1. Imagens térmicas de frangos de corte em baixa densidade e em densidade comercial

 

As imagens térmicas ilustradas nas Figuras 1 e Figuras 2 confirmam que a temperatura corporal das aves alojadas em granjas com maior densidade foi superior à das aves com menor densidade.

As temperaturas da cobertura com penas e a temperatura da cama em contato com as aves foram muito maiores nas granjas com aves alojadas em densidades comerciais padrão (maior densidade), em comparação com granjas de menor densidade, mesmo quando a temperatura ambiental, a umidade relativa do ambiente e a velocidade do ar eram as mesmas.

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Figura 2. Temperaturas máximas na cabeça de um frango de corte em baixa densidade e em densidade normal

 

A temperatura mais alta das granjas com maior densidade é resultado do menor movimento de ar entre as aves, efeito da proximidade entre elas. É importante estar consciente de que, mesmo no clima frio, há movimento de ar em torno das aves devido à ventilação que penetra pelos inlets (ventilações laterais) e às temperaturas derivadas da convecção, gerando movimento de ar desde o nível das aves até o teto do galpão. Ainda que o movimento de ar entre aves possa ser escasso em comparação à velocidade de ar gerada pela ventilação por túnel em temporadas de calor, esse modesto movimento de ar é capaz de contribuir para a perda de calor nas aves, fazendo que estas tenham uma sensação de menor temperatura.

O movimento de ar naturalmente se reduz conforme aumenta a densidade das aves, o que tende a resultar em menos perda de calor e maior temperatura corporal

Efeito da densidade sobre as temperaturas corporais internas

A densidade parece ter um efeito máximo sobre as temperaturas corporais internas durante a noite, quando a iluminação se interrompe e as aves se prostram.

Período de escuridão

Neste estudo em particular, o período de escuridão transcorreu de meia-noite às 4 h da manhã

Granjas de menor densidade

Durante este período, a temperatura corporal média aumenta aproximadamente 0,25 °C nas aves das granjas com menor densidade.

Granjas de maior densidade

Nas aves alojadas em granjas com densidades industriais (maior densidade), a temperatura corporal profunda dobrou, resultando, em alguns casos, em diferenças de até 0,75-1 °C entre aves a maior e menor densidade.

O aumento nas temperaturas corporais durante o período de escuridão é resultado de uma redução na capacidade de as aves dissiparem calor quando estão prostradas.

Quando as aves se prostram, a área corporal exposta ao movimento de ar é significativamente reduzida. Uma vez que nas aves alojadas em condições comerciais o movimento de ar pelos lados do corpo das aves se limita, como resultado da maior densidade, a perda de calor através do ventre ganha ainda mais importância.

Conforme aumenta o tempo em que as aves se prostram, maior será a temperatura corporal acumulada. Por formarem o período em que as aves passam mais tempo prostradas, as horas de escuridão são as mais críticas quanto aos efeitos sobre a temperatura corporal.

Assegurar o conforto das aves não significa necessariamente alojá-las em baixa densidade, mas considerar a temperatura ambiente e a umidade relativa ao administrar o ambiente do galpão, especialmente durante as temporadas de calor.

À medida que se reduz a superfície de cama disponível até o final do ciclo de crescimento – que coincide com um menor movimento de ar entre aves –, aumenta a diferença de temperatura entre o ambiente (registrada pelo controlador) e o corpo da ave (registrada somente pela ave). É importante considerar a densidade de aves ao determinar a temperaturapadrão nos controladores. Por exemplo, o fato de uma ave ser criada em alta ou baixa densidade não tem tanto impacto sobre a temperatura corporal durante a maior parte do ciclo de engorda.

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Temperaturas-padrão

As temperaturas-padrão poderiam ser as mesmas até os 21-28 dias para aves destinadas a um mercado de aves de 1,8 kg ou 3,6 kg em densidades de 0,18 m2/ave ou 0,24 m2/ave, respectivamente, pois em ambos os casos haverá suficiente espaço entre elas e, por isso, a densidade terá pouca influência sobre a temperatura efetiva (Tabela 1).

pollos

Tabela 1. Temperaturas-padrão para aves destinadas a
um mercado de aves de 1,8 kg ou 3,6 kg

Para compensar o efeito do espaço limitado no final do ciclo produtivo, a temperatura ambiental programada deverá diminuir nas últimas duas semanas de vida, independentemente da idade ou do peso final

É difícil decidir quanto deve diminuir a temperatura programada nos controladores na última fase da produção. Atualmente, investigações vêm sendo feitas na Universidade da Geórgia para oferecer diretrizes mais objetivas nesse sentido. É importante que os produtores estejam conscientes de que, conforme avança a idade das aves, o espaço efetivo entre elas é reduzido e, com isso, aumenta a diferença da temperatura ambiente registrada pelos controladores e a temperatura efetiva (real) percebida pelas aves.

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MERCADO +

DataProdutoValor
28/10/2021 Congelado +
(kg)
R$ 6,07
28/10/2021 Resfriado +
(kg)
R$ 6,07

* ORIGEM BASTOS (SP)
DataProdutoValor
19 - 23/10/2020 Branco +
Vermelho +
(cx. 30 dúzias)
R$ 95,94
R$ 115,15

* ORIGEM BASTOS (SP)

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