15 out 2019

Febre suína ajuda BRF a virar favorita no mercado de títulos

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A BRF assume a posição de favorita dos detentores de bonds, que representam títulos de dívidas. Segundo a Bloomberg Brasil, essa mudança de rota se deve ao fato de a Peste Suína Africana que se espalha pela Ásia, sinalizar margens maiores e uma dívida menor para a gigante brasileira de alimentos.

A corrida das empresas brasileiras de proteína animal neste ano de 2019, por conta do problema que afeta a Ásia vem ocupando de forma intensa a pauta do país.

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Porém, como observa a colunista Tatiana Freitas na Bloomberg, para a BRF, a perspectiva melhor da demanda coincide com um esforço para reduzir suas dívidas e reconstruir uma reputação manchada pelos escândalos de segurança alimentar nos últimos dois anos.

Nesse cenário, os bonds da BRF com vencimento em 2026, proporcionaram aos investidores um retorno de 15% nos últimos seis meses, segundo aponta à Bloomberg. Trata-se do maior entre os títulos de alto rendimento emitidos por produtores de proteína em todo o mundo e o melhor desempenho no Brasil.

“A BRF está tentando voltar ao que era antes da crise”, disse à Bloomberg, Soummo Mukherjee, analista da Lucror Analytics em Nova York. “Agora temos pelo menos um ano de evidências de que a empresa está levando o plano de desalavancagem a sério”, completou.

Plano de Reestruturação

A recuperação da BRF começou em meados de 2018. Foi quando Pedro Parente assumiu o comando, encerrando meses de conflito entre os principais acionistas.

Sob Parente, a BRF vendeu ativos na Tailândia, Europa e Argentina e alienou uma participação na produtora de carne bovina Minerva, levantando caixa para aliviar a dívida. A empresa também interrompeu a produção em algumas fábricas brasileiras para ajustar a produção a novos níveis de demanda, criando condições para a recuperação de preços.

Os esforços foram seguidos por um declínio nos custos de alimentação e um aumento da demanda e preços de exportação impulsionados pela peste suína.

No mês passado, quando a empresa estava sob o comando do novo presidente Lorival Luz, a China autorizou importações de mais duas fábricas da BRF. Isso aumentou a capacidade de exportação da BRF para a China em 30% para frango e 50% para carne suína, segundo estimativas do Bradesco BBI.

No início deste mês, a BRF evitou buscas policiais em suas fábricas, cooperando com uma investigação federal. A empresa afirmou à polícia que ex-executivos fizeram pagamentos ilegais a fiscais agropecuários e forneceram provas contra eles.

A colaboração com a polícia foi vista como uma maneira de virar a página dos escândalos, escreveu Lucas Ferreira, analista do JPMorgan Chase, em relatório no início deste mês.

“A nova gestão certamente trouxe mais confiança ao mercado em termos de governança”, afirmou à Bloomberg, Carlos Gribel, que é chefe de renda fixa da Andbanc Brokerage, com sede em Miami.

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