julho 2019

Breve perspectiva da indústria do ovo na América Latina

Graças aos investimentos das equipes de empresários em tecnologias e esforços das casas genéticas para pesquisa e desenvolvimento, o ovo é hoje uma proteína de origem animal de alto valor biológico e baixo custo, a ser considerada na guerra pela erradicação da fome no mundo, especialmente na América Latina.

Nos últimos anos o consumo de ovos na América Latina vem apresentando crescimento contínuo e, com raras exceções, considerável. Tanto a produção, como o consumo de ovos aumentaram, pelo crescimento da população, por seu preço competitivo e, também, graças às campanhas de fortalecimento do consumo, que buscam promover uma alimentação saudável e nutritiva. Ásia e América do Sul são as duas regiões do mundo que viram crescer mais rapidamente sua produção e consumo.

Em 2018 a população de poedeiras na América Latina foi de aproximadamente 470 milhões; o consumo per capita de ovos foi de 209 unidades, sendo o México o maior produtor e consumidor (367 unidades per capita). Também encontramos um grupo de 5 países com alto nível de consumo e produção de ovos como: México, Brasil, Argentina, Colômbia e Peru, que ultrapassam as 270 unidades de consumo per capita ao ano.

No entanto, também existem alguns países onde seu baixo consumo (menos de 170 unidades) representa um desafio para a melhoria da segurança alimentar da população como: Equador, Honduras, Paraguai, República Dominicana, Guatemala e Nicarágua, que poderiam ser vistos como oportunidades de mercado para os demais países. Já a Venezuela é um caso especial por razões bem conhecidas.

O ovo é um alimento de alto valor biológico, proteína de altíssima qualidade e digestibilidade, à qual têm acesso todos os níveis sócio-econômicos da população e que contribui, de maneira significativa, à segurança alimentar de populações vulneráveis.

Também é um produto versátil em termos de preparo culinário, transporte e conservação, permitindo que um maior número de pessoas sejam alimentadas por quilograma de produto, comparativamente a outras fontes de proteína como a carne, ou o pescado, o que nos leva a concluir que a tendência em relação ao consumo é de que continuará em alta

Quando se revisa os dados de crescimento da região latino-americana nos últimos 20 anos, podemos perceber que o aumento na produção de ovos não resulta unicamente do crescimento da população de aves. Uma grande parte pode ser atribuída aos investimentos em tecnologia por parte dos empresários, como a introdução de ambientes controlados, baterias de gaiolas e melhorias na biosseguridade nas granjas. Por outro lado, às melhorias genéticas alcançadas nas diferentes linhagens, incluindo precocidade das aves, ciclos produtivos mais longos, persistência na produção e aumento da viabilidade; traduzindo-se em mais ovos por ave alojada e/ou mais ovos, ou quilogramas de ovo por unidade de área.

Para a pergunta: estamos no negócio correto? A resposta é simples: sim, a população continua crescendo, suas necessidades de alimentos também crescem. Por essa razão, quem produza alimentos (e mais do que isso, de alto valor alimentar e preço acessível), não está no lugar errado!!!!

Conteudo da aviNews Brasil
Ed. Junho 2019

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