17 jul 2017

Avicultura mexicana: pilar pecuário, mas geneticamente dependente

Avicultura mexicana pilar pecuario: Mas genéticamente supeditado


AUTOR(ES)

María de los Angeles Gutiérrez

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

Em uma publicação da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), a pesquisadora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da UNAM, María del Pilar Castañeda Serrano, informou que o México é o sétimo produtor de frango de corte no mundo e que a avicultura é um grande aporte ao setor pecuário do país. No entanto, o México é dependente geneticamente já que não possui criadouros e importa avós e reprodutores.

O México é o sétimo produtor de frango de corte, porém é um país dependente de material genético, importando avós e reprodutores.

A coordenadora acadêmica do Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Produção Avícola (CEIEPAv) da FMVZ de Tláhuac, Cidade do México, destacou que no país são consumidos 27 quilos de carne de frango per capta anualmente. Devido a seu preço, a carne de frango é mais consumida que a suína e bovina. Além disso, ressaltou que a avicultura é muito importante para a economia mexicana, já que de cada 10 quilos de produtos pecuários, 6,3 são de carne de frango e ovo, assim como de seus derivados.

A carne de frango é a preferida dos mexicanos, com um consumo de 27 quilos per capta anualmente. A publicação da UNAM aponta que de cada 10 quilos de produtos pecuários, 6,3 correspondem a carne de frango, ovos e derivados.

“A dependência genética é tal que, se empresas dos EUA, França e Inglaterra decidirem não nos vender reprodutores, quebraríamos como produtores”, adverte a pesquisadora.

Além disso, enfatiza que o frango de corte e a galinha de postura não são espécies ou raças, mas estirpes ou linhagens genéticas geradas a partir de um cruzamento. E criar uma estirpe do primeiro (Ross, Cobb ou Hybro) ou da segunda (Hy-line, Babcock ou Hisex Brown), implicaria um elevado investimento de tempo e dinheiro. As empresas estrangeiras que criaram estas linhas vendem aos avicultores mexicanos planteis de avós que, quando se cruzam geram reprodutoras que são os pais do frango e galinhas que conhecemos.

No México há grandes empresas que controlam a integração vertical da avicultura, porém estas só possuem avós. Até esse ponto chega a avicultura mexicana, porque as empresas estrangeiras são as donas das linhas genéticas, dos criadouros – pais das avós.

A publicação da pesquisadora Castañeda descreve que para ter criadouros, uma linha aviária mexicana, é necessário muito tempo de cruzamentos e um grande investimento econômico. Para conseguir um exemplar arredondado e que produza rapidamente carne, seria necessário fazer cruzamentos durante ao menos 10 anos para fixar essas características e conseguir transmití-las. “Na avicultura industrial se deve assegurar que toda a descendência tenha a mesma carga genética, e isso se consegue com programas intensivos de melhoramento genético”, explicou.

Na mesma linha, a profissional da UNAM aprofunda ainda que depois do manejo do cruzamento por mais de uma década, se poderia ter um criadouro, porém também se deve investir em infraestrutura e tecnologia para analisá-los. Também se deve ter todo seu genoma, fazer certos tipos de estudos (raios X para determinar densidade de ossos, por exemplo) e comprovar se transmitem à sua descendência, as características.

Para concluir, a pesquisadora Castañeda propôs que na granja da FMVZ se poderia trabalhar uma linha de pesquisa para deixar de ser dependente geneticamente nesta área da avicultura, porém se requer um investimento forte para sustentar o projeto por mais de 10 anos e alcançar uma linha feita na UNAM.

O México é o sétimo produtor de frango de corte no mundo. No entanto, necessita de criadouros, pois originar uma linha aviária requer um forte investimento econômica, sem lucros por mais de 10 anos.

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