29 ago 2017

Avicultura brasileira deve se manter competitiva, diz Diretor da OMC

diretor da OMC


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

O Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, foi o responsável pela abertura do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), que está sendo realizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em São Paulo. Em sua apresentação, o brasileiro, que exerce seu segundo mandato à frente da OMC, apresentou um panorama do cenário econômico global e falou sobre as tendências do comércio internacional para este e os próximos anos.

Segundo Azevêdo, é preciso garantir condições para que a avicultura e suinocultura brasileiras consigam aproveitar “ao máximo” as oportunidades no mercado internacional. Sobretudo diante de uma conjuntura econômica adversa, onde o comércio global cresce em ritmo lento. “Vivemos um período de crescimento lento e que merece cuidados”, disse.

De acordo com o diretor geral da OMC, em 2016, o crescimento do comércio internacional foi de 1,3%, ritmo mais lento registrado desde a crise financeira de 2008. Para este ano a previsão de crescimento também é modesta. Segundo Azevêdo, as transações comerciais mundiais devem avançar 2,4%.  Confirmado esse índice, o comércio internacional terá crescido abaixo de 3% pelo sexto ano consecutivo.

Ainda assim, explica o diretor da OMC, a tendência é que o mercado internacional de carnes siga demandado. Citando dados da FAO, Azevêdo projetou um crescimento do comércio internacional de carne suína em 4% e de 2,9% no de carne de frango em 2017. “Vamos ter crescimento robusto e saudável”, afirmou.

De acordo com Azevêdo, o aumento da demanda por alimentos, especialmente por proteína animal, nos países em desenvolvimento e a queda nos preços dos cereais utilizados na produção de ração, serão os principais indutores desse crescimento. “Por isso é importante assegurar que o Brasil mantenha-se competitivo e aproveite essas oportunidades”, afirma.

Sentimento antiglobalização

Para Azevêdo, o cenário econômico difícil é acompanhado por desafios políticos importantes. “Há, em várias partes do globo, um sentimento de antiglobalização. Muitos sentem que avanços na economia, no comércio e na tecnologia, beneficiaram alguns às custas de outros”, diz. “É bem verdade que essa tendência é muito mais visível nos países desenvolvidos, nas economias avançadas, mas também é fato que esse sentimento de insatisfação está crescendo em várias partes do mundo”, completa.

O diretor da OMC afirmou ainda que, no plano internacional, a agricultura segue sendo um tema muito sensível para vários países. Segundo ele, muitos países entendem que o comércio internacional é uma forma de garantir a alimentação, um instrumento central para o abastecimento de produtos agrícola e para alimentar a população mundial.

Por outro lado, vários países que têm uma enorme dependência do abastecimento externo, de produtos importados, têm uma enorme preocupação em estimular a produção local, muitas vezes, adotando medidas extremas para isso. “É preciso procurar uma equação para esse problema, pois há o risco de crescimento de barreiras ao comércio, principalmente por medidas unilaterais”, diz.

Após a palestra magna foi realizada a abertura oficial do evento. A presença maciça de autoridades políticas e dos principais expoentes da avicultura e suinocultura da América Latina chamou a atenção e reforça a posição e o papel do SIAVS como o maior evento de aves, ovos e suínos do continente latino-americano.

Participaram da abertura oficial do evento os Ministros da Agricultura, Blairo Maggi, e do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, de Santa Catarina, Raimundo Colombo, do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, de Goiás, Marconi Perillo, juntamente com a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, além de senadores e deputados federais e estaduais.

O SIAVS segue com intensa programação até quinta-feira (31/08).

Direto de São Paulo




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