13 jul 2017

Argentina: situação crítica afeta a indústria avícola

Se acentúa la situación que afecta al sector avícola argentino


AUTOR(ES)

María de los Angeles Gutiérrez

Diamond V

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

Após a crise que afeta a indústria avícola argentina, os frigoríficos Beccar e Fepasa, localizados na província de Entre Ríos, reduziram sua produção em 20% a partir da última segunda-feira, de acordo com uma disposição da câmara que os une em nível nacional. Diante dessa situação, o Secretário Geral do Sindicato da Carne, Sergio Vereda, afirmou que a crise avícola se estende a todo o país.

“Esta decisão foi tomada pela Câmara Nacional Avícola, que reúne todos os produtores da Argentina, e assumiu, diante da situação que estamos atravessando, reduzir preventivamente em 20% a produção em todos os frigoríficos, controlando entre eles mesmos para que não se produzam pintainhos nas plantas de incubação. Em nossa cidade, Concepción del Uruguay – Entre Ríos, o Fepasa se encarregará de controlar o Tres Arroyos (frigorífico Beccar) e, inversamente, o Tres Arroyos irá controlar o que faz o Fepasa”, explicou o secretário do Sindicato da Carne, ao Diário La Calle.

A Câmara Nacional Avícola que reúne todos os produtores da Argentina adotou, de maneira preventiva, a redução em 20% da produção em todos os frigoríficos.

Alem disso, Sergio Vereda explicou que o objetivo desta diminuição é poder desocupar as câmaras frias que estão abarrotadas de frangos congelados e, desta maneira, aumentar o preço e transferir todos os custos que têm com os frangos. Devido à quantidade de frangos que estão disponíveis no mercado e a baixa nas vendas, os produtores não têm conseguido transferir o preço e o custo real nos últimos tempos.

“Todos sabemos que aumentou a luz, o gás, o combustível, por exemplo, e as empresas realmente não conseguem transferir isso ao preço da caixa, gerando uma crise muito dura na avicultura. Há um ano nós vimos manifestando esta situação e sinalizando em reiteradas oportunidades que é necessária uma ajuda do governo para que as empresas sigam adiante porque dependemos muito deles, somos cerca de 60% dependentes da avicultura e a crise nos afeta como a todos”, destacou.

O aumento do preço dos insumos e outras variáveis não estão sendo transferidos ao preço do frango, afetando a todos os envolvidos na avicultura argentina – esta situação já foi abordada, sob o ponto de vista dos empresários avícolas, no aviNews: “Argentina planeja reduzir a produção de carne de ave”.

Diante deste crítico cenário, os sindicatos argentinos realizam um chamado às autoridades governamentais para que trabalhem de forma conjunta na busca de soluções para sustentar esta categoria preponderante para o país. O setor exige que o governo não só atue para que os preços dos produtos avícolas aumentem, como também apoie os produtores de todo o país.

“É vital que tanto o governo provincial como o nacional se conscientizem, já que são os que mais têm a oferecer porque o problema está vigente em todo o país, além do que nossa preocupação é nesta cidade”, afirmou o sindicalista de Entre Ríos.

“Esta é uma medida adotada pelas empresas para poder sustentar a crise, se em 60 ou 90 dias não aumentarem as vendas, esta situação irá piorar e, como já nos têm manifestado as empresas, irão iniciar os cortes de pessoal, o que será o segundo passo para não encontrar uma solução a curto prazo”, acrescentou o dirigente sindical.

O presidente do sindicado de carnes mostra sua preocupação com os trabalhadores do setor, já que no momento a tranquilidade dos mesmos é garantida porque seguirão recebendo seu salário e trabalhando normalmente. No entanto, esta situação remonta a 2001, quando o setor avícola atravessou uma grande crise com grandes perdas para os empresários e trabalhadores. Desde aquele ano, a indústria avícola argentina conseguiu progredir e obteve um grande crescimento que hoje não pode sustentar devido às baixas exportações.

É importante destacar que a avicultura argentina gera 100.000 postos de trabalho em todo o país, dos quais 50% são da província de Entre Ríos, motivo pelo qual, se essa situação não se reverter, haverá uma grande repercussão nesta província, assim como no país.

Diamond V


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