02 maio 2020

Demanda árabe por frango brasileiro cresceu após a pandemia

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AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

Frigoríficos brasileiros pediram até 60 dias para atender a demanda dos árabes por frango nas últimas semanas, segundo Tamer Mansour, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. A informação foi trazida pela jornalista Joana Cunha, em sua coluna de sexta-feia (1/5) na Folha de São Paulo.

Segundo a colunista os pedidos para reforçar o estoque para o fim do Ramadã subiram neste ano com a expectativa de que o consumo será maior porque as famílias devem ficar em casa.  O Ramadã é o mês sagrado para os muçulmanos, período durante o qual os muçulmanos fazem jejum durante o dia e grandes banquetes após o pôr do sol.

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Por isso, nos meses que o precedem, é comum que os países com maioria muçulmana engordem seus estoques, principalmente de alimentos. Procurada pela coluna, a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) diz que o país tem capacidade e vai conseguir atender a demanda na pandemia.

“O Brasil é o maior exportador do mundo de carne de frango halal [cujo abate segue os rituais islâmicos]”, diz a entidade em nota enviada à colunista.

As exportações de produtos industrializados para os países árabes nos meses que antecedem o Ramadã chegam a ser 30% maiores em volume, comparados com meses normais, segundo informações da Agência de Notícias Brasil Árabe.

No dia 24/4 a Agência de Notícias trouxe matéria informando sobre queda das emissões de certificação halal feitas no primeiro quadrimestre de 2020, frente ao mesmo período de 2019. Entre os árabes o recuo teria sido, em média, de 5%, com exceção dos Emirados, que se manteve estável.

Já aos asiáticos, foram emitidos menos 5% certificados, com exceção da China, que teve aumento de 10%. Em países europeus como Alemanha, Bélgica e Itália, em média houve queda 10%, enquanto a Holanda ficou estável.

Aos países africanos a média de queda foi de 5% na emissão de certificados halal, com exceção da África do Sul, que se manteve estável.

“Houve retração pontual na importação de alguns mercados de produtos halal, ao passo que outros mantiveram ou até mesmo incrementaram o volume de vendas.  É um movimento natural, já que o próprio Ramadã teve uma dinâmica diferente em 2020, decorrente das determinações de isolamento nas diversas nações frente à epidemia da covid-19”, informou a ABPA em nota enviada à Agência de Notícias.

Para os próximos meses, a expectativa da ABPA é de estabilidade. “Esperamos que as exportações se mantenham nos atuais patamares”.

Segundo a agência oficial dos Emirados, a WAM, o porta-voz do Conselho de Segurança Alimentar do país, Essa Al Hashemi, afirmou dia 22/4, que “apesar das circunstâncias excepcionais que os Emirados Árabes Unidos e o mundo estão enfrentando, o valor e o volume de nossas importações e exportações de alimentos e bebidas permanecem os mesmos como no ano passado”.

Ainda segundo ele, o volume total de alimentos importados durante o primeiro trimestre de 2020 foi de 3,5 milhões de toneladas, enquanto as exportações de alimentos atingiram 918 mil toneladas. As reexportações de alimentos representaram 455 mil toneladas.

Com informações da Folha de SP e da Agência de Notícias Brasil Árabe

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