Especial Biosseguridade em avicultura

Afinal, o que é biosseguridade e qual é a sua importância na avicultura?

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AUTOR

Gabriel Jorge Neto

CEO da Cinergis Saúde e Nutrição Animal Diretor da GhenVet Saúde Animal

NESSE MOMENTO DE PANDEMIA, O ISOLAMENTO SOCIAL, A HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS E OS PROCEDIMENTOS DE LIMPEZA E DE DESINFECÇÃO DE ÁREAS E UTENSÍLIOS SÃO ALGUMAS DAS AÇÕES RECOMENDADAS PELOS ESPECIALISTAS PARA COMBATER A DISSEMINAÇÃO DO NOVO CORONAVÍRUS. NA AVICULTURA, ESSAS MEDIDAS SÃO UTILIZADAS HÁ BASTANTE TEMPO, COM A CHAMADA BIOSSEGURIDADE. MAS AFINAL, O QUE É BIOSSEGURIDADE E QUAL É A SUA IMPORTÂNCIA NA AVICULTURA?

A biosseguridade está presente em todos os elos da avicultura industrial. As práticas recomendadas atualmente e informadas amplamente para a sociedade neste momento de pandemia já são vastamente utilizadas na produção avícola.


O objetivo principal é reduzir o risco de enfermidade e a entrada de patógenos que possam causar prejuízos aos animais ou aos seres humanos que convivem ou consomem seus produtos.


Estes são alguns dos benefícios encontrados com a adoção das práticas de biosseguridade:

Melhorar a qualidade do produto final, sendo carne ou ovos, mantendo dentro dos padrões aceitáveis de higiene

Eliminar riscos de contaminação

Manter a saúde dos animais

Evitar gastos elevados com condenações e sacrifícios de lotes frente a uma pandemia de doenças de notificações obrigatórias, ou não

 

São inúmeras as categorias de riscos e desafios encontrados na avicultura, nos seus produtos e que são capazes de gerar prejuízos econômicos e de saúde pública, como:

Salmonella spp

Listeria spp

Clostridium spp

vírus de Influenza

dentre outros, principalmente aqueles que podem infectar as aves e o homem

 

 

Nesse sentido, as Boas Práticas de Fabricação e a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (BPF e APPCC, respectivamente) são fatores essenciais para manutenção e melhora do status sanitário do plantel.

DE QUE FORMA AS DOENÇAS PODEM ENTRAR E DISSEMINAR NA GRANJA?

Este processo é uma evolução contínua, sendo basicamente 05 principais fontes de contaminação:

Genética: as aves precisam chegar livres de microrganismos que possam causar enfermidades às aves ou problemas à segurança dos alimentos.

Ração: esta precisa ser misturada e livre de contaminantes, bem balanceada e com bom controle microbiológico.

 

Pragas como cascudinhos, aves silvestres, roedores e outros: esses veículos de transmissões são portadores de doenças que ameaçam a avicultura e circulam livremente de um lote para outro.

Pessoas e veículos, principalmente provenientes de outras áreas de criação: é fundamental manter um controle rígido no fluxo e vazio sanitário.

Outras criações próximas, principalmente contaminações virais pelo ar: por isso um programa de vacinação eficaz e de acordo com o estudo dos desafios e das formas de aplicação são cruciais para manutenção da produtividade.

QUAIS PROGRAMAS OU MEDIDAS DE BIOSSEGURIDADE PODEMOS UTILIZAR NA AVICULTURA? E COMO IMPLEMENTAR A BIOSSEGURIDADE DE FORMA EFICAZ?

A biosseguridade será eficaz somente se for realizada de forma integrada em toda a cadeia avícola, com medidas desde a matéria-prima da ração ao abate dos animais.

Pensando nisso, a Cinergis conta com programas e linhas de produtos para cada “ponto crítico” de biosseguridade, ou seja, onde nem sempre somente as boas práticas são suficientes.

Essas linhas de produtos e soluções estão contempladas no nosso Programa S.I.M (Saúde Intestinal Máxima), com produtos que auxiliarão na:

inocuidade da ração

colonização precoce por bactérias probióticas

manutenção do equilíbrio da microbiota por meio de simbióticos

produtos para o ambiente

 

O objetivo é prevenir a contaminação por bactérias patogênicas, ou que causam prejuízos à cadeia avícola.

CONFORME CITADO ACIMA, A RAÇÃO PODE SER UMA PORTA DE ENTRADA DE PATÓGENOS NAS GRANJAS. PODERIA FALAR UM POUCO SOBRE QUAIS MEDIDAS PODEM SER ADOTAS PARA EVITARMOS QUE ISSO ACONTEÇA?

Sim, é verdade. Podemos afirmar que a abordagem sistêmica é o mecanismo de proteção mais eficiente. Para isso devemos considerar que:

O PCC (Ponto Crítico de Controle) e único responsável pelo controle térmico da Salmonella spp. é a peletizadora.

 

A peletizadora não consegue eliminar 100% da contaminação, pois ela pode ocorrer em níveis elevados. Além disso, o controle depende de fatores como:

umidade

tempo de retenção e

temperatura atingida

O processo de peletização tem características que permitem a passagem de produtos sem controle efetivo da contaminação nos momentos de início de colocação de carga na máquina.

A partir da peletização, as chances de recontaminação aumentam expressivamente, levando em conta que a grande maioria das fábricas não têm separação de áreas suja e limpa e, raramente, existem sistemas de filtragem de ar.


Portanto, a exposição ao ambiente e ao ar sujo elevam os riscos de recontaminação.

 


Os vetores de proliferação e recontaminação se estendem desde o resfriamento até o silo da granja.

 

Existe alta contaminação ambiental e em matérias- primas (mais de 50% em muitos casos) que não se restringem à Salmonella spp., mas à E. coli, Clostridium spp., Campilobacter spp., e outras. Deste modo, como o sistema não consegue ser efetivo, a ração pode ser um grande vetor de proliferação de patógenos.

Assim, para se obter uma redução significativa nos níveis de Salmonella spp. e outros patógenos que chegam via ração, precisamos que este controle seja realmente efetivo e, para isso, precisamos:

entender o problema

estruturar uma estratégia abrangente e com uma abordagem sistêmica e

seguir minuciosamente a estratégia definida

 

Cito algumas estratégias que podem (e precisam) ser consideradas:

Estabelecer um tratamento químico eficaz em matérias-primas e rações, utilizando salmonelicidas e antifúngicos, por exemplo, que garantam a redução dos níveis de contaminação.

Estabelecer medidas de controle pós peletização, para garantir que os riscos de recontaminação após a peletização sejam realmente minimizados.

 

Realizar o tratamento mais eficiente, aplicado corretamente, no local certo, seguindo rigorosamente um padrão de qualidade e de posse de mecanismos que façam que este produto tenha a ação efetiva e prolongada, trabalhando com dosagens ajustadas para cada nível de contaminação, evitando recontaminações e garantindo que os animais consumirão alimentos sanitizados. Sem dúvida isto proporcionará redução nos níveis de contaminação a campo e, por fim, no abatedouro.

COM A PREOCUPAÇÃO MUNDIAL EM RELAÇÃO À RESISTÊNCIA DOS PATÓGENOS AOS ANTIMICROBIANOS E ÀS RESTRIÇÕES CADA VEZ MAIS COMUNS AOS ANTIBIÓTICOS COMO PROMOTORES DE CRESCIMENTO, NOVAS ALTERNATIVAS TÊM SIDO UTILIZADAS PARA PROMOVER A SAÚDE INTESTINAL DOS ANIMAIS E ASSEGURAR A SAÚDE DOS PLANTÉIS, COMO O USO DE PROBIÓTICOS, PREBIÓTICOS E SIMBIÓTICOS. DE QUE FORMA ESSES ADITIVOS GERAM UMA MELHORIA NA SAÚDE INTESTINAL DAS AVES? E QUAL A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE INTESTINAL QUANDO FALAMOS EM CONTROLAR ENFERMIDADES NOS PLANTÉIS?

Probióticos, prebióticos e simbióticos são tecnologias que promovem a eubiose, que significa equilíbrio da microbiota intestinal.

O intestino da ave não é somente um órgão de digestão e absorção, mas também um órgão endócrino, que exerce inúmeras funções como a de defesa imunológica e de barreira de proteção contra bactérias oportunistas.


Nesse contexto, as bactérias residentes do intestino desempenham funções essenciais para o funcionamento perfeito de todo esse complexo.


Administrar probióticos com cepas específicas definidas é a chave para o sucesso na produção. Importante ressaltar a definição de probióticos que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), probióticos são “microrganismos vivos que quando administrados na quantidade adequada, promovem saúde ao hospedeiro”.

SABEMOS QUE AS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO GALPÃO TAMBÉM PODEM AFETAR A SAÚDE DAS AVES. EXCESSO DE CALOR, UMIDADE DO AR, ASSIM COMO EXCESSO DE AMÔNIA, PODEM AFETAR O CONSUMO DE RAÇÃO E COMPROMETER O SISTEMA IMUNOLÓGICO DAS AVES, TORNANDO-AS SUSCEPTÍVEIS ÀS DOENÇAS. ASSIM, ASSEGURAR UM AMBIENTE SAUDÁVEL TAMBÉM É UMA MEDIDA DE BIOSSEGURIDADE. NESSE CONTEXTO, COMO A CINERGIS CONTRIBUI PARA A BIOSSEGURIDADE NOS PLANTÉIS?

Contamos com uma linha de produtos ambientais que auxiliam no controle de amônia e na redução de umidade nas camas de frangos e ninhos de matrizes, contribuindo para a redução microbiológica das instalações.

O Bioefitech, produto natural à base de algas, reduz significativamente a umidade da cama e os níveis de amônia, assim como contribui para a redução da contaminação microbiológica da cama e para programas de redução de intervalo entre lotes.

Outras vantagens que podemos associar a este produto são:

Redução dos níveis de gases tóxicos

Melhora do ambiente

Melhora de índices zootécnicos (mortalidade, C. A, GPD, IE)

Maior aproveitamento de patas (15 a 20%)

Menor incidência de calo de peito

Maior aproveitamento da cama (no lotes)

Maior conforto e segurança operacional

Melhor utilização de mão de obra

Menores riscos trabalhistas pelo excesso do uso de cal

 

Juntamente à Linha Cinergreen, temos o produto Cekasol Green, produto à base de algas fossilizadas que auxilia no manejo da cama. O Cekasol Green tem grande versatilidade e pode ser utilizado em creches e maternidades de granjas suínas, contribuindo consideravelmente para a redução do tempo e do volume de água gasto com as limpezas. Ainda para a suinocultura, a Cinergis disponibiliza um protetor térmico indicado para leitões no primeiro dia de vida para auxiliar na manutenção da temperatura corporal, que propicia maior conforto e bem-estar aos animais.

A EMPRESA ESTÁ COM NOVIDADES NESSA ÁREA? EM CASO AFIRMATIVO, PODERIA DESTACAR QUAIS SÃO ESTES?

Divulgamos a todo o mercado brasileiro o produto BioVerm®, produto 100% natural indicado para controle biológico de fungos helmintófagos, posicionado de forma estratégica para redução do uso de anti-helmínticos químicos na produção industrial.

O BioVerm® é o primeiro e o único produto registrado para controle de helmintos nas américas e o segundo a nível global e está totalmente em linha com as tendências de produção sustentável, natural e livre de produtos químicos, sendo uma ótima ferramenta para criação de animais de ciclo longo, cage free e free range. Este é mais um produto que vem de encontro com a nossa missão de oferecer aos nossos clientes produtos com a mais alta qualidade e tecnologia.

Outra novidade no mercado é o GLN In Ovo, um suplemento de aminoácido com probióticos para administração in ovo, com alto embasamento científico, que chega ao mercado como alternativa ao uso dos antibióticos in ovo com o objetivo de promover a colonização precoce, auxiliando na eclosão e na melhora da viabilidade dos pintainhos.

Com a chegada do GLN In Ovo, nos posicionamos como uma empresa que possui soluções em probióticos e simbióticos para todas as etapas de produção, com produtos e programas específicos para diferentes necessidades.

Aliados ao programa, oferecemos suporte técnico de especialistas na área como também uma gama de serviços específicos que auxiliam no acompanhamento e gerenciamento dos resultados.

 

PARA FINALIZAR, COMO A EMPRESA VÊ OS INVESTIMENTOS EM BIOSSEGURIDADE?

Inauguramos em agosto uma nova planta industrial em Jaguariúna para reações e misturas de líquidos com ingredientes inovadores e sustentáveis. Inclusive estamos desenvolvendo processos e equipamentos para a produção de nano minerais porque essa tecnologia é o futuro da nutrição de minerais, diminuindo a poluição de solo.

Nos processos de colonização precoce das aves, estimamos criar uma linha completa de produtos para a colonização in ovo. No combate biológico às verminoses, lançaremos produtos inéditos a nível mundial.

Nosso investimento em inovações que beneficiam a sustentabilidade ambiental e a biosseguridade na produção animal é contínuo e prioritário.

BIBLIOGRAFIA

ANDREATTI FILHO, R.L. Prevenção de doenças: biosseguridade em avicultura. In: ANDREATTI FILHO, R.L. (Ed.). Saúde aviária e doenças. São Paulo: Roca, 2007b. p.2-8.

GRANDO, N; SONCINI, R & KUANA, S (2004) Método HACCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) e GMP (Boas Práticas de Manejo) na Avicultura. In: Mendes, AA; Nääs, IA & Macari, M (editores) Produção de Frangos de Corte. FACTA – Fundação APINCO de Ciência e Tecnologias Avícolas, Campinas, SP. 2004, páginas 285-302

SESTI, L.C.A. Biosseguridade em granjas de frangos de corte: conceitos e princípios gerais. In: SIMPÓSIO BRASIL-SUL DE AVICULTURA, 2004, Chapecó. Anais… Chapecó: Núcleo Oeste de Médicos Veterinários, 2004. p.55-72.



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