13 jul 2021

RS: abate de frangos cai mais de 20% em junho

abate de frangos rs


AUTOR(ES)

Priscila Beck

Diamond V

No último mês de junho, o estado do Rio Grande do Sul (RS), terceiro maior exportador de carne de aves do Brasil, apresentou uma queda de 21,1% no abate de frangos. Segundo informações da Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs), a queda se refere a um comparativo com o mês de março passado e representa cerca de 40 mil toneladas a menos de carne de frango comercializada no estado.

Os números foram consolidados com base na emissão de GTA (Guia de Trânsito Animal) para abate nos dois períodos (março e junho de 2021). A retração, segundo a OARS, ainda reflete o anúncio de algumas indústrias e cooperativas do setor, que decidiram adequar a produção para diminuir os impactos dos altos custos ocasionados pela excessiva elevação dos grãos, principalmente do milho, registrou um aumento entre 90% e 100% nos últimos 12 meses.

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RS: abate de frangos cai mais de 20% em junho

No comparativo do semestre (janeiro a junho) desse ano com o mesmo ciclo de 2020, houve registro de abate de aproximadamente 380 milhões de aves em 2021, índice 5,5% inferior ao do ano passado, quando foram abatidas 402,2 milhões de aves. Segundo a OARS, os resultados apurados indicam um cenário de queda preocupante para o setor, que já vinha fazendo esse alerta desde o último trimestre de 2020.

O presidente executivo da OARS, José Eduardo dos Santos, afirma que no último mês de abril, os números já demonstravam uma queda de 11,1% em relação ao mês de março, algo em torno de 25 mil toneladas de aves que deixaram de ir a venda.

“Estamos buscando encontrar equilíbrio entre custos e produção, na tentativa de garantir a manutenção das atividades, pois o setor não está conseguindo sustentar os níveis de produção, trabalhando com prejuízos constantes”, comenta. Santos enfatiza que esse contexto é ainda pior ao se considerar os efeitos da pandemia e crise hídrica, que geraram aumentos nos preços de outros insumos utilizados no setor, como embalagens, transportes e energia elétrica.

A avicultura produz alimentos em larga escala e de fácil acesso à população, características ou peculiaridades que jamais permitiram, em fases anteriores, aumentos acima de 25 a 30% nos alimentos produzidos pelo setor, no entanto, com a disparada dos custos este cenário deverá ser revisto. O IPC (Índice de Custo de Produção) de junho da Embrapa Suínos e Aves aumentou 52,3% para frangos e 47,5% para suínos.

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